Investigação apontou que menino morreu em decorrência de uma doença cardíaca agravada pelo quadro de obesidade mórbida. Casal também responde por abuso infantil e tortura 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Casper O'Brien, de 7 anos, morreu em novembro de 2025 em decorrência de quadro de saúde agravado por obesidade mórbida; os pais, Damien O'Brien e Jessica O'Brien, foram presos por homicídio, abusos e tortura — Foto: Reprodução / Sharp Funeral Homes RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/06/2026 - 09:19 Casal de Michigan é preso por morte de filho obeso em condições precárias Um casal em Michigan foi preso acusado de homicídio e abuso infantil após a morte do filho de 7 anos, Casper O'Brien, devido a doença cardíaca agravada por obesidade mórbida. Pesando 116 kg, o menino vivia em condições precárias, sem cuidados médicos adequados, apesar de ter plano de saúde. A casa estava em estado de acumulação extrema, e os pais não tinham histórico de buscar ajuda para o filho, que era autista. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um casal foi preso no estado de Michigan, nos Estados Unidos, acusado pela morte do próprio filho em decorrência de uma doença cardíaca agravada pelo quadro de obesidade mórbida. Casper O'Brien, de 7 anos, morreu em novembro de 2025 e pesava cerca de 116 quilos, segundo a Promotoria do Condado de Genesee. Os pais do menino, Damien O'Brien, de 40 anos, e Jessica O'Brien, de 41, foram denunciados por assassinato em segundo grau, tortura, três acusações de abuso infantil em segundo grau. Eles permanecem presos, sem direito à fiança. O laudo apontou como causa da morte uma cardiomiopatia dilatada, doença que compromete o músculo cardíaco, tendo a obesidade mórbida como fator contribuinte. Os investigadores afirmam que o menino estava completamente imóvel, sofria com escaras, lesões na pele e outros problemas de saúde decorrentes da negligência prolongada dos pais. — Este foi um caso triste e horrível envolvendo a negligência gratuita e intencional de dois pais em relação ao cuidado, bem-estar e necessidades médicas do filho — disse o promotor do Condado de Genesee, David Leyton, à revista People. As investigações apontam que Casper era alimentado praticamente todos os dias com uma grande porção de batatas fritas, um pacote grande de salgadinhos industrializados, suco de maçã e água com gás saborizada. De acordo com a acusação, ele não recebia alimentação adequada nem era estimulado a praticar qualquer atividade física, o que contribuiu para um rápido ganho de peso e agravou seu quadro de saúde. Em fevereiro de 2024, ele pesava cerca de 47 quilos e, menos de dois anos depois, havia ultrapassado os 115 quilos, destacou um promotor ao site TMZ. A Promotoria também afirma que os pais deixaram de oferecer atendimento médico ao menino, apesar de a família possuir plano de saúde. Casper teria ido ao médico apenas uma vez, quando foi encaminhado a um endocrinologista pediátrico, consulta que nunca chegou a acontecer. Os investigadores destacam ainda que ele não tinha pediatra, não frequentava a escola e era autista não verbal. O promotor Leyton chamou a morte de Casper de "um caso triste e horrível envolvendo a negligência arbitrária e intencional de dois pais em relação ao cuidado, bem-estar e necessidades médicas de seu filho", disse em comunicado conseguido pela NBC News. Sujeira e acúmulo em casa As condições da casa onde a família vivia, em Flint Township, também chamaram a atenção das autoridades. Policiais e equipes de emergência encontraram um imóvel tomado por lixo e sujeira, em uma situação descrita como de acumulação extrema. Havia tão pouco espaço para circulação que os socorristas tiveram dificuldade para acessar o menino. O único banheiro da residência tinha um vaso sanitário quebrado e cheio de fezes, segundo os relatos da investigação. Casper dividia uma cama improvisada com os pais e a irmã de 5 anos. A menina também vivia em condições precárias e não frequentava a escola. As autoridades também não encontraram registros anteriores de atendimento do serviço de proteção à infância no local. As duas crianças tinham plano de saúde, mas não tinham acompanhamento médico, informaram veículos dos EUA. Durante a coletiva sobre o caso, o promotor David Leyton classificou a situação como um exemplo de negligência extrema e deliberada. Ele afirmou que o casal chegou a telefonar para um veterinário por causa do cachorro da família na manhã em que Casper sofreu a parada cardíaca, mas não havia buscado assistência médica adequada para o filho ao longo dos anos. Para a Promotoria, o conjunto de omissões e maus-tratos justifica as acusações de assassinato, tortura e abuso infantil. Damien e Jessica O'Brien permanecem presos e devem voltar ao tribunal na quinta-feira, 2 de julho. O casal não pode ganhar a liberdade por meio de fiança.