Damien e Jessica O'Brien foram denunciados por assassinato em segundo grau, tortura e três acusações de abuso infantil em segundo grau em Michigan; audiência foi realizada sem a presença do casal 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Casper O'Brien, de 7 anos, morreu em novembro de 2025 em decorrência de quadro de saúde agravado por obesidade mórbida; os pais, Damien O'Brien e Jessica O'Brien, foram presos por homicídio, abusos e tortura — Foto: Reprodução / Sharp Funeral Homes RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/07/2026 - 12:50 Pais são presos em Michigan por morte de filho obeso de 7 anos Jessica e Damien O'Brien foram presos em Michigan, EUA, acusados de homicídio em segundo grau, tortura e abuso infantil após a morte de seu filho Casper, de 7 anos, que pesava 116 kg devido à negligência dos pais. O juiz ordenou avaliação de sanidade mental dos acusados. O laudo da morte de Casper apontou cardiomiopatia dilatada, agravada por obesidade mórbida, e destacou a falta de cuidados médicos e as condições insalubres em que vivia. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O casal preso acusado pela morte do próprio filho, em decorrência de um quadro de obesidade mórbida, terão que passar por avaliação de sanidade mental, definiu o juiz na audiência realizada na quinta-feira (2), num tribunal no estado de Michigan, nos Estados Unidos, onde o caso aconteceu. Jessica e Damien O'Brien são acusados ​​de homicídio em segundo grau, tortura e múltiplos crimes de abuso infantil após a morte do filho, Casper O'Brien, que pesava cerca de 116kg aos 7 anos. Na audiência, os advogados que representam os pais do menino que compareceram ao tribunal. Uma nova audiência foi agendada para 9 de setembro depois que os advogados de defesa solicitaram mais tempo para analisar as provas. O juiz Mark McCabe deu ordem para que o casal passe por avaliação quanto à sua capacidade de comparecer a julgamento e de responsabilidade criminal. As informações são da ABC News. A prisão do casal não permite pagamento de fiança para aguardarem o julgamento em liberdade. Um novo pedido feito na audiência de quinta-feira também foi negado. Jessica e Damien O'Brien seguem presos. Os pais de Casper podem ser condenados à prisão perpétua se considerados culpados pelos crimes aos quais respondem. Essa decisão foi questionada pela defesa do casal, que argumenta que eles não oferecem perigo para a comunidade e continuam a sofrer com a perda do filho. Elias Fanous, advogado de Damien, acredita que seu cliente está sendo acusado de forma exagerada, segundo a ABC News. Morte agravada por obesidade mórbida A morte de Casper ocorreu em novembro de 2025, quando ele passou mal em casa, onde vivia com os pais e uma irmã mais nova. O serviço de atendimento de urgência foi chamado, equipes estiveram no endereço, mas não conseguiram salvá-lo. O laudo apontou como causa da morte uma cardiomiopatia dilatada, doença que compromete o músculo cardíaco, tendo a obesidade mórbida como fator contribuinte. Aos 7 anos, o menino de 1,27 metro de altura atingiu 116 kg. Os investigadores afirmam que a criança estava completamente imóvel, sofria com escaras, lesões na pele e outros problemas de saúde decorrentes da negligência prolongada dos pais. A Promotoria do Condado de Genesee acompanha o caso e tem participado das investigações, que apontaram que o menino chegou a esse estado de saúde após um período prolongado de negligência dos pais. Apesar de ter plano de saúde, ele era privado até mesmo de consultas regulares, como visitas ao pediatra e nutricionista. Casper foi visto pela última vez por um médico de atenção primária em 12 de fevereiro de 2024, quando foi diagnosticado com tosse aguda, congestão na garganta e “doença metabólica”, de acordo com o relatório da autópsia que o NYT teve acesso. Na época desta consulta, o menino pesava um pouco mais de 47 kg, o que significa que ele ganhou aproximadamente 68 quilos em menos de dois anos. Os investigadores também descobriram que Casper passava o dia dentro de casa, sem estímulo para praticar qualquer atividade física, principalmente em cima da cama que dividia com outras pessoas da família. Ele não tinha acompanhamento nutricional e recebia uma dieta composta principalmente de batatas fritas e salgadinhos industrializados. Ainda eram ofertados suco de maçã e água com gás saborizada. Ele chegou a ser encaminhado a um endocrinologista pediátrico, consulta que nunca aconteceu. O menino era autista não verbal e não tinha qualquer acompanhamento do transtorno. Ele não frequentava a escola. Sujeira e acúmulo em casa As condições da casa onde a família vivia, em Flint Township, também chamaram a atenção das autoridades. Policiais e equipes de emergência encontraram um imóvel tomado por lixo e sujeira, em uma situação descrita como de acumulação extrema. Havia tão pouco espaço para circulação que os socorristas tiveram dificuldade para acessar o menino. O único banheiro da residência tinha um vaso sanitário quebrado e cheio de fezes, segundo os relatos da investigação. Casper dividia uma cama improvisada com os pais e a irmã de 5 anos. A menina também vivia em condições precárias e não frequentava a escola. As autoridades também não encontraram registros anteriores de atendimento do serviço de proteção à infância no local. As duas crianças tinham plano de saúde, mas não tinham acompanhamento médico, informaram veículos dos EUA. Durante a coletiva sobre o caso após a prisão do casal, o promotor David Leyton classificou a situação como um exemplo de negligência extrema e deliberada. Ele afirmou que os pais do menino telefonaram para um veterinário por causa do cachorro da família na manhã em que Casper sofreu a parada cardíaca, mas não havia buscado assistência médica adequada para o filho ao longo dos anos. Para a Promotoria, o conjunto de omissões e maus-tratos justifica as acusações de assassinato, tortura e abuso infantil.