"Nunca vai acontecer aqui." O empregado do quiosque ri ao ser informado que, em Paris, a venda de bebidas alcoólicas foi proibida devido à onda de calor. "Em Berlim? Nunca." Nunca se imaginou também a capital alemã próxima dos 40°C. Pois a previsão do tempo nos celulares da cidade aponta para a chance da marca histórica neste sábado (27).
No país, a maior temperatura já registrada caiu nesta sexta-feira (26). Os 41,2°C verificados em Tönivorst e em Duisburg em julho de 2019 foram superados pelos 41,3°C anotados às 17h em Saarbrücken-Burbach, no sudoeste da Alemanha.
A onda de calor que assola a Europa, a mais severa de todos os tempos, segundo cientistas, chega ao ápice em território alemão neste fim de semana. Como ocorreu em vizinhos como Reino Unido e França, alarmes e estados de emergência estão em vigor.
"É bem provável que esta onda de calor seja considerada histórica", declarou à agência DPA Oliver Reuter, meteorologista do Serviço Meteorológico Alemão.
Se parece razoável o prefeito de Paris, Emmanuel Grégoire, comparar a capital francesa à Sevilha, nas grandes cidades alemãs termômetros acima dos 30°C e noites tropicais ainda soam como eventos incomuns. Pelo contrário, em um país habituado a um clima frio, sol e calor surgem na maioria das vezes como dádiva.










