0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Flávio Bolsonaro e Lula — Foto: Reprodução A lavação de roupa suja entre Michelle e Flávio Bolsonaro levou integrantes do PT e do governo Lula a identificar três pontos principais que podem ser explorados contra o senador: sua credibilidade, as mentiras contadas a aliados e familiares e as contradições entre o discurso e a prática do bolsonarismo. A avaliação é que a declaração da ex-primeira-dama atingiu justamente um dos esforços mais importantes do entorno de Flávio: a tentativa de apresentá-lo como uma versão mais moderada e confiável de Jair Bolsonaro. A ideia em discussão é usar as palavras da própria Michelle para sustentar o argumento de que o senador não representa uma renovação dentro do bolsonarismo. Governistas avaliam que a crítica partiu de uma fonte difícil de ser desqualificada politicamente: alguém do núcleo familiar mais próximo do ex-presidente. Secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares vocaliza publicamente uma linha que vem ganhando espaço entre governistas. — Não passa de uma tentativa do marketing de criar um personagem que não resiste aos fatos: Flávio é tão machista, tão misógino e desrespeitoso com as mulheres quanto Jair. Tal pai, tal filho. A manifestação de Michelle Bolsonaro revela que a falta de confiança na palavra, na postura e na capacidade de Flávio está entre aliados, lideranças religiosas, conservadoras e até mesmo dentro da família.