Amparo del Giudice escava com as próprias mãos uma montanha de escombros em busca do filho, uma das vítimas dos terremotos mais devastadores na Venezuela desde 1900.
A tragédia dela é uma entre tantas deixadas por dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5, que atingiram o norte da Venezuela na quarta-feira (24) com menos de um minuto de diferença. O balanço oficial é de 589 mortos, mas há temor de que o número final chegue a milhares.
Desesperada com a passagem do tempo sem a chegada de equipes de resgate, Giudice escavava com as mãos enquanto chorava e gritava, inconsolável, em um bairro de La Guaira, a região mais afetada pelos terremotos.
"São muitas pedras e, com as mãos, não dá", diz, impotente, sentada a poucos metros do local onde acredita que seu filho esteja. "Não há nem água", afirma, ao reclamar da falta de ajuda do regime.
Alessandro del Giudice, 23, voltou a usar seu capacete de bombeiro voluntário para ajudar a avó Amparo a encontrar um sinal de vida do pai. "Ele está ali", soluça.










