São dois em um homem só, que no fim são o mesmo. Alvaro Costa e Silva, o jornalista carioca que cresceu entre o Flamengo e a Glória, e Marechal, o personagem da imprensa e da boemia da velha capital. O que é história de um e outro —real ou lenda— nem sempre está claro.
O passo do siri patola, por exemplo, uma dancinha desengonçada que lembra remotamente o samba e se tornou uma espécie de lenda em certo momento da noite carioca, ele jura que quem dançou foi o Marechal.
"Foi uma brincadeira em uma festa. Era um sambinha assim muito desajeitado. Caiu no gosto do povo, porque eu dançava muito mal", diz ele, antes de se corrigir. "Mas o passo é do Marechal, não do Alvaro. Só danço quando o incorporo. Ou sou incorporado."
Essa é só mais uma das histórias que, na boca dos bêbados ou dos sóbrios, mostram que ele é também um personagem do Rio de Janeiro —cidade que é um de seus principais temas, e de onde, desde 2015, escreve uma coluna na página 2 da Folha.
Os textos que publicou ali nos primeiros dez anos de coluna enchem seu novo livro, "No Turbilhão da Galeria - As Crônicas do Marechal". É uma seleção que passa por samba, literatura, futebol e política, entre outros temas, e chega agora às livrarias.







