Embora raramente notados, os terremotos no Brasil já provocaram susto, avarias e pelo menos duas mortes ao longo dos últimos séculos. Há 5.571 abalos sísmicos registrados no País de 1720 a 2023, segundo a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), que reúne quatro grandes instituições especializadas no País. Outros registros históricos dão conta de ainda mais tremores, que são em grande parte decorrentes das movimentações de placas tectônicas.

Aconteceu de novo nesta semana. Moradores de Amazonas, Roraima, Pará e Amapá sentiram o chão chacoalhar, em decorrência dos poderosos abalos que atingiram a Venezuela na quarta-feira 24, deixando um rastro de vidas perdidas e destruição.

Os abalos sísmicos nos vizinhos sul-americanos são uma das causas para os terremotos no Brasil, onde eles costumam chegar já enfraquecidos. “Quando as ondas de um terremoto nos Andes ou no Caribe se propagam para o Brasil, elas percorrem cidades. Nos centros urbanos, sobretudo onde há prédios altos, as pessoas podem acabar sentido mais,” explica Marcos Ferreira, geofísico e pesquisador do Serviço Geológico do Brasil (SGB).

De todos os terremotos que acontecem nas profundezas da Terra, entretanto, são poucos os que chegam a ser perceptíveis em solo nacional. Mais incomum ainda é que eles resultem em dano significativo.