A Ferrari negou nessa quinta-feira (25) que está obrigando os clientes a comprarem o modelo elétrico Luce para terem acesso aos próximos modelos de série limitada da montadora.
O diretor de marketing e comercial da fabricante italiana, Enrico Galliera, desmentiu informação dada pela agência de notícias Bloomberg de que a compra do Luce, o primeiro veículo elétrico da empresa, poderia se tornar um requisito para ter acesso aos modelos mais exclusivos da Ferrari.
Segundo ele, a adoção de tal medida seria "um grande erro". "Correríamos o risco de criar embaixadores negativos que falariam mal do Luce e, depois de alguns meses, o revenderiam. Isso destruiria seu valor de mercado residual, que é exatamente o que o setor de veículos elétricos de luxo está sofrendo hoje", disse.
Tradicionalmente, a Ferrari utiliza um sistema de alocação —especialmente no que diz respeito à qualificação para a compra de seus modelos de edição limitada— que favorece clientes antigos, ou seja, aqueles que possuem vários carros, bem como aqueles que participam de eventos da fábrica e mantêm os veículos por longos períodos.
Galliera afirmou que a Ferrari sempre dizia aos seus concessionários e clientes que o Luce só deveria ser vendido àqueles "verdadeiramente motivados a comprá-lo".







