0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 MIAMI GARDENS, FLÓRIDA - 24 DE JUNHO: Lucas Paquetá nº 20 do Brasil controla a bola durante a partida do Grupo C da Copa do Mundo FIFA 2026 entre Escócia e Brasil no Miami Stadium em 24 de junho de 2026 em Miami Gardens, Flórida. Megan Briggs/Getty Images/AFP ( — Foto: Foto de Megan Briggs/Getty Images via AFP) RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/06/2026 - 16:42 Seleção Brasileira: Fixo ou Flexível? Desafios Rumo à Copa 2026 A seleção brasileira enfrenta o dilema de manter um time titular fixo ou adaptar-se conforme o adversário. Historicamente, o Brasil valoriza um onze inicial definido, mas a recente campanha da Argentina no Catar mostrou que mudanças podem ser bem-sucedidas. Com desafios na preparação para a Copa nos EUA, incluindo a perda de jogadores como Rodrygo e Neymar fora de plena forma, o foco tem sido encontrar um modelo de jogo funcional. Carlo Ancelotti parece estar formando uma equipe que acomoda os principais jogadores, mas a flexibilidade tática pode ser necessária, considerando a falta de estrelas de renome mundial. Assim, há uma base competitiva, mas ajustes podem ser imprescindíveis para enfrentar adversários de diferentes estilos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A instituição “time titular” é um fetiche tipicamente brasileiro, que aflora a cada quatro anos numa Copa do Mundo. Afinal, este é o país onde, em pelo menos duas ocasiões muito recordadas, o anúncio de convocados foi sucedido pela voz do treinador declamando, “do goleiro ao ponta esquerda”, o onze titular. Zagallo o fez em 1998, na convocação para a Copa da França, e João Saldanha já o fizera assim que foi nomeado treinador durante o ciclo pré-Mundial de 1970. Claro que é importante ter uma base, ainda que a Argentina, atual campeã mundial, tenha vencido no Catar com uma campanha marcada por sucessivas mudanças de time e sistema. Mas, na situação em que o Brasil chegou aos Estados Unidos, a prioridade era outra. A seleção se preparou mal para a Copa, e além de trocar freneticamente de técnicos, foi perdendo jogadores em escala industrial. Hoje, só no setor ofensivo, o time tenta se virar sem Rodrygo, Estevão, Raphinha e, ao menos por ora, ainda sem ter em Neymar uma opção capaz de influenciar jogos por longos períodos. Então, escolher os nomes do time titular tinha a ver não só com talento individual, mas com funcionamento. Até o jogo com o Haiti, se alguém perguntasse “como joga o Brasil?”, ninguém saberia responder com precisão. Quais os mecanismos para atacar? Como se comportam os laterais? Nada disso parecia claro, tanto pela baderna dos últimos três anos e meio, quanto pelos pesados desfalques que foram aparecendo. Agora, tudo ficou mais claro. Antes de ter um time titular, a seleção precisava de uma forma de jogar, um modelo de jogo que acomodasse as características. Agora tem. Após começar como reserva de Igor Thiago, Matheus Cunha ganhou um lugar e, obviamente, tem características diferentes. É o homem que sai do centro do ataque e se torna um quarto meio-campista, participando da articulação e atacando a área. Com a perda de Wesley, a função dos laterais foi revista. Danilo já não precisa avançar e defender, percorrendo todo o campo, o tempo todo. Isso implica nas funções dos dois atacantes. Vinícius ocupa mais uma faixa central, eventualmente abrindo pela esquerda. Rayan trabalha do centro para o lado direito, abrindo campo e facilitando a missão de Danilo. Da mesma forma, é o responsável por defender pela direita junto com o lateral. E quando Rayan abre na ponta, cria-se um espaço num corredor mais central para que Bruno Guimarães exerça seu melhor papel, o de um meia que chega ao ataque, e não um mero organizador por trás do time. Ou seja, a escolha dos nomes é também um casamento de funções. Hoje, há um time titular mais claramente definido, mas que surgiu a partir da melhor notícia que o jogo contra a Escócia trouxe. Trata-se da sensação de que Carlo Ancelotti pode estar conseguindo repetir na seleção o que foi sua especialidade ao longo da carreira em grandes clubes da Europa: encontrar uma formação que acomode seus principais jogadores. Mas como esta é uma seleção um tanto atípica para o que o Brasil se acostumou em seus melhores momentos, sem uma coleção de nomes com status de estrelas do futebol mundial, dizer que o time atual é o ideal soa precipitado. Não é impossível que, eventualmente, um jogo peça Luiz Henrique e não Rayan. Ou que, eventualmente, jogue Danilo Santos na vaga de Paquetá ou Bruno Guimarães, Fabinho no lugar de Casemiro, Alex Sandro por Douglas Santos. A seleção vai funcionar com uma mistura de talento e muita força coletiva, um daqueles casos de time que cresce com a Copa em andamento. Ainda é cedo para equiparar o Brasil aos principais favoritos. Mas já há uma base para competir.
Pergunta do Mansur: o Brasil achou um time titular ou deve mudar conforme o adversário?
Pergunta do Mansur: o Brasil achou um time titular ou deve mudar conforme o adversário?
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