Quando estava à frente do Itaú Cultural, Eduardo Saron repetia, feito mantra, que a cultura precisava coletar e sistematizar dados capazes de mostrar o quanto e de que forma o investimento público no setor voltava para a sociedade.
Ao migrar para a Fundação Itaú, em 2019, Saron passou a ter também sob sua responsabilidade as ações da instituição voltadas ao Social, à Educação e ao Trabalho – áreas que, ao contrário do que acontece na cultura, sistematizam, historicamente, estudos e dados.
Ao tomar contato, de forma mais direta, com as pesquisas da educação, o presidente da Fundação teve um insight: se tanto se fala da importância da arte e da cultura para a formação dos indivíduos, por que tão pouco se sabe, efetivamente, sobre o tamanho e as características desse impacto?
Essa foi a pergunta disparadora do Acordo de Cooperação Técnica firmado em 2024 entre o Ministério da Educação (MEC), o Ministério da Cultura (MinC), o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e a Fundação Itaú.
Desse acordo nasceram os quatro volumes da coletânea Intersetorialidades: Evidências em Arte, Cultura e Educação, lançada em um seminário realizado em Brasília, no dia 16 de junho.









