O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, voltou a impor sigilo na ação que envolve as relações do senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

No despacho assinado na quarta-feira 24, o ministro afirmou que o retorno do sigilo é necessário já que a Segunda Turma do STF já analisou os pedidos de relaxamento de prisão envolvendo o pai e o primo de Vorcaro. Ainda segundo o ministro, manter os processos públicos poderia prejudicar a continuidade das apurações.

O senador é apontado como destinatário central de vantagens indevidas. Ele teria usado o mandato parlamentar em favor dos interesses privados de Vorcaro, segundo a Polícia Federal.

Em março, CartaCapital mostrou que mensagens interceptadas pela PF em telefone celular de Vorcaro indicavam que o banqueiro celebrou uma proposta de Ciro Nogueira que poderia ser benéfica para o Master, mas prejudicial para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Nas mensagens, Vorcaro chamava Ciro de “grande amigo”.

Ainda de acordo com a PF, o texto da emenda apresentada ao senador para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito de 250 mil reais para 1 milhão por cliente teria sido escrito pela assessoria do Banco Master, encaminhado a Vorcaro, e então entregue a Ciro Nogueira.