As incertezas sobre a segurança da rota, por onde deveria passar cerca de 20% do petróleo produzido no mundo, aumentaram após um ataque ter sido relatado no local Os contratos futuros do petróleo reverteram as perdas do início da sessão e encerraram a quinta-feira (25) em alta, depois de terem atingido, ontem, os menores níveis de preço desde o início da guerra. Incertezas quanto à segurança da navegação pelo Estreito de Ormuz, após um ataque ter sido relatado no local, adicionaram percepção de fragilidade ao ambiente de paz no Oriente Médio. O petróleo Brent com entrega para agosto encerrou em alta de 2,06%, cotado a US$ 75,26 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI com vencimento para o mesmo mês ganhou 2,25%, cotado a US$ 71,92 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). A fragilidade do acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã foi testada, mais uma vez, com um ataque a um navio cargueiro que transitava pelo Estreito de Ormuz hoje. Após o ocorrido, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que a passagem só seria possível por meio de rotas designadas pelo país, acrescentando que tomaria medidas contra embarcações que não cumprissem a determinação. A Reuters reportou que duas autoridades americanas, em condição de anonimato, disseram que os disparos contra o navio cargueiro teriam sido feitos pelo Irã. A autoridade iraniana responsável pelos estreitos do Golfo Pérsico afirmou que as consequências decorrentes da passagem por rotas não autorizadas serão de responsabilidade “do proprietário, do operador e do comandante da embarcação.” A equipe de pesquisa do Goldman Sachs considera provável que o mercado esteja “extrapolando a rápida recuperação (até o momento) da oferta do Oriente Médio” e já esteja precificando os excedentes futuros esperados. “Embora o risco de interrupção no fornecimento seja elevado, a capacidade do mercado de petróleo, por meio da elasticidade da demanda e da flexibilidade das rotas de abastecimento do Oriente Médio, de reagir ao choque de oferta mais severo da história tem sido uma surpresa fundamental que provavelmente está corroendo esse prêmio de segurança”, disseram. Navios de carga navegam pelo Golfo Pérsico, perto do Estreito de Ormuz — Foto: Stringer/Reuters