População de ascendência portuguesa no país sul-americano é estimada em 220 mil pessoas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Terremotos na Venezuela — Foto: AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/06/2026 - 12:09 Terremoto na Venezuela: um português morto e cinco desaparecidos O governo de Portugal confirmou a morte de um cidadão português e cinco desaparecidos após os terremotos na Venezuela, onde vivem cerca de 220 mil portugueses. A Venezuela, abalada por um sismo de magnitude 7,5, criou um fundo de US$ 200 milhões para reconstrução, com 164 mortos e 971 feridos registrados. A ONU mobiliza-se para apoiar a resposta ao desastre, destacando a urgência da ajuda humanitária. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal confirma a primeira morte de um cidadão português por conta dos terremotos na Venezuela. A vítima, do sexo masculino, foi retirada dos escombros com vida, mas acabou por falecer a caminho do hospital. Atualmente, cerca de 220 mil cidadãos portugueses residem no país sul-americano. Minutos antes de confirmar a morte, Lisboa informou que outros cinco cidadãos portugueses ficaram feridos após os sismos. As autoridades do país europeu confirmaram, ainda, que 40 tripulantes das companhias aéreas TAP e Hi-fly, ambas de Portugal, se encontram retidos em Caracas por conta do fechamento do aeroporto da capital venezuelana. Fundo de R$ 1 bilhão A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou nesta quinta-feira a criação de um fundo de US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) do Fundo Monetário Internacional (FMI) para financiar a reconstrução de moradias e infraestruturas danificadas pelos terremotos que atingiram o país. Segundo ela, os abalos já deixaram 164 mortos, 971 feridos e foram seguidos por cerca de 30 réplicas. Forte terremoto atinge a Venezuela 1 de 16 Equipes de resgate seguem em uma corrida contra o tempo para encontrar sobreviventes soterrados em Caracas — Foto: Federico PARRA / AFP 2 de 16 Um homem inspeciona um prédio de apartamentos que desabou após um terremoto em Catia La Mar, no estado de La Guaira, a cerca de 30 km a noroeste de Caracas, em 25 de junho de 2026 — Foto: FEDERICO PARRA / AFP X de 16 Publicidade 16 fotos 3 de 16 Prédios destruídos, feridos e pânico: imagens mostram destruição causada por terremoto na Venezuela — Foto: Juan Barreto/AFP 4 de 16 O governo venezuelano declarou estado de emergência após dois fortes terremotos atingirem o país quase consecutivamente — Foto: Juan Barreto/AFP X de 16 Publicidade 5 de 16 Os tremores foram sentidos até na Colômbia e no Brasil — Foto: Federico Parra/AFP 6 de 16 As cenas em Caracas eram de destruição e pânico — Foto: Federico Parra/AFP X de 16 Publicidade 7 de 16 Pessoas do lado de fora gritavam os nomes de seus parentes, e alguns voluntários escalavam os escombros — Foto: Federico Parra/AFP 8 de 16 Diversas áreas ficaram sem energia elétrica. Muitas ruas estavam cobertas de cacos de vidro — Foto: Manaure Quintero/AFP X de 16 Publicidade 9 de 16 Pessoas que evacuaram prédios em Caracas esperaram mais de uma hora antes de retornar — Foto: Manaure Quintero/AFP 10 de 16 Prédios desabaram em diferentes partes de Caracas — Foto: Manaure Quintero/AFP X de 16 Publicidade 11 de 16 Terremotos causaram destruição na Venezuela — Foto: AFP 12 de 16 Terremotos na Venezuela: país registra 10 réplicas após abalos que deixaram ao menos 32 mortos — Foto: AFP X de 16 Publicidade 13 de 16 Equipes de socorro, incluindo integrantes da Cruz Vermelha Venezuelana, procuram pessoas que possam estar presas sob os escombros — Foto: Federico PARRA / AFP 14 de 16 Busca por pessoas que possam estar soterradas em Caracas — Foto: Federico PARRA / AFP X de 16 Publicidade 15 de 16 Nos próximos dias, o esforço humanitário deverá se concentrar no resgate de sobreviventes — Foto: Federico PARRA / AFP 16 de 16 As pessoas retiradas dos escombros estão recebendo atendimento médico em clínicas locais — Foto: Federico PARRA / AFP X de 16 Publicidade Prédios desabaram em diferentes partes de Caracas Em entrevista por telefone ao canal estatal Venezolana de Televisión (VTV), Rodríguez afirmou que os recursos serão destinados à recuperação das áreas mais afetadas pelo desastre, de acordo com informações da rede britânica BBC e do jornal argentino MDZ. — Gostaria de anunciar a criação de um fundo inicial de US$ 200 milhões (R$ 1 bilhão) com recursos que temos no Fundo Monetário Internacional, que nos permitirá reconstruir infraestrutura, hospitais e construir moradias para aqueles que perderam suas casas — disse a presidente interina. Nesta quinta-feira, o coordenador de operações humanitárias da ONU, Tom Fletcher, afirmou que a resposta aos terremotos na Venezuela exigirá "um esforço coletivo massivo". Em comunicado, ele ressaltou que as Nações Unidas estão "totalmente mobilizadas" após os terremotos e trabalham para apoiar a resposta liderada pelo governo venezuelano e ajudar as comunidades afetadas. Fletcher informou que o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) está coordenando o envio de equipes internacionais de busca e resgate e que uma missão de resposta rápida será enviada para reforçar a atuação da ONU no país. O coordenador destacou ainda que quase 8 milhões de pessoas já precisavam de ajuda humanitária na Venezuela antes dos terremotos. "Este desastre corre o risco de aprofundar vulnerabilidades já existentes. Por isso, o apoio internacional contínuo às organizações humanitárias que atuam no terreno é essencial e urgente", afirmou Fletcher.