Em nota, grupo afirma que colabora com autoridades para esclarecer os fatos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Fachada de loja da Americanas no Rio: Justiça determinou o sequestro de bens e valores em nome dos investigados até o limite de R$ 54 bilhões — Foto: Domingos Peixoto/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/06/2026 - 11:55 Surpresa de Acionistas da Americanas com Operação da PF sobre Fraude Bilionária Acionistas da Americanas, incluindo Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, se dizem surpresos com a operação da PF que investiga fraude de R$ 25,3 bilhões na empresa. Em nota, afirmam ter sido enganados pela antiga diretoria e colaboram com as autoridades. A Operação Disclosure também mira executivos de grandes bancos e impõe sequestro de bens de até R$ 54 bilhões. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Após a Polícia Federal ter deflagrado uma operação que teve entre os alvos um acionista da Americanas e um ex-conselheiro da empresa, a LTS, holding que administra as participações de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira em dezenas de empresas, divulgou uma nota à imprensa em que o grupo diz ter sido surpreendido pela ação. Na nota, esses acionistas de referência reafirmam que foram enganados e induzidos a erro pela antiga diretoria da Americanas. Carlos Alberto Sicupira foi um dos alvos da PF hoje, assim como Paulo Alberto Lemann (ex-integrante do Conselho de Administração e filho de Jorge Paulo Lemann). A Operação Disclosure da PF investiga a fraude bilionária na Americanas, que veio a público em 2023 e provocou um rombo de R$ 25,3 bilhões na companhia. Na ação, policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão, incluindo buscas pessoais, nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo. Pela primeira vez, a investigação chegou aos acionistas da Americanas e a executivos de grandes bancos. A 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro também determinou o sequestro de bens e valores em nome dos investigados até o limite de R$ 54 bilhões. A operação tem apoio do Ministério Público Federal (MPF) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). "Os acionistas de referência foram surpreendidos pela operação deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira, 25 (Disclousure). As investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal ao longo dos últimos anos, inclusive com base em acordos de colaboração premiada, indicam que o Conselho de Administração e os acionistas de referência foram continuamente enganados e induzidos a erro pela antiga diretoria da companhia", diz a nota distribuída à imprensa. No texto, o grupo afirma ter tido conhecimento das fraudes contábeis em 11 de janeiro de 2023, quando o escândalo veio a público. "Os acionistas de referência entendem que a operação integra o curso regular das apurações em andamento e reiteram seu compromisso de colaborar plenamente com as autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos". A nota conclui que as defesas não tiveram acesso à íntegra da decisão judicial, "razão pela qual aguardam mais informações para eventual manifestação complementar." Segundo o colunista Lauro Jardim, a operação da PF de hoje, que integra a segunda fase da Disclosure, é baseada em três delações premiadas (dos ex-diretores Marcelo Nunes, Fabio Abrate e Flávia Carneiro), na quebra de sigilo de dados da Americanas e depoimentos colhidos nos últimos dois anos pela policiais federais e pelo MPF.