Em cidades no norte da Venezuela, o cenário remete ao de uma zona de guerra. Edifícios colapsados, ruas cobertas por escombros e moradores em busca de sobreviventes entre os destroços evocam as imagens vistas na Faixa de Gaza e na Ucrânia. O quadro de destruição generalizada, porém, é observado em La Guaira, o estado do país sul-americano mais impactado pelos terremotos de quarta-feira (24).

Em La Guaira, quarteirões inteiros foram devastados, e as autoridades declararam a região uma "zona de desastre". Alguns prédios continuam de pé, com rachaduras e estruturas expostas. Outros, no entanto, foram completamente destruídos. Em parte do estado, não havia energia elétrica na manhã desta quinta (25), e milhares de moradores passaram a noite nas ruas, com lanternas, temendo mais réplicas.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 provocaram a morte de ao menos 164 pessoas, segundo as autoridades venezuelanas. Mas os balanços iniciais, que contabilizam ainda quase mil feridos, não incluem os dados de La Guaira, onde a extensão total do desastre é tão grande que ainda estava sendo avaliada, de acordo com a rede britânica BBC. No estado, mais de cem edifícios desabaram, segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha, na sigla em inglês).