Cerus tem entre seus clientes condomínios residenciais e comerciais Foto: Taba Benedicto/Estadão - 16/04/2026O setor de crédito para condomínios está movimentando cifras cada vez maiores. O Cerus, fintech de Fortaleza com atuação nacional, acaba de levantar R$ 300 milhões por meio de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados (FIDC NP), com objetivo de emprestar dinheiro para condomínios residenciais e comerciais.PUBLICIDADEO Cerus nasceu em 2020, em plena pandemia, quando seus fundadores - Luciano Macedo, CEO, e a S6 Participações - observaram a oportunidade de antecipação de recebíveis para condomínios, muito afetados pela inadimplência dos moradores na época.Hoje a instituição tem 210 funcionários diretos, com times comerciais espalhados por 18 Estados e 1,2 mil condomínios como clientes. Recentemente, foi aberto um escritório em Pinheiros, na cidade de São Paulo, e em breve será aberta uma base também no Rio.Concorrência vem crescendoO presidente da fintech admite que a competição vem crescendo, inclusive com a entrada de grandes instituições financeiras no setor. O BTG Pactual, por exemplo, virou sócio da LLZ, empresa de antecipação e recuperação de crédito para condomínios residenciais. A CashMe, fintech da Cyrela, também atua no ramo.Por outro lado, Macedo pondera que o mercado ainda é pouco explorado. “A competição vem crescendo e está cada vez mais acirrada, inclusive com a entrada de grandes instituições financeiras no setor. Mas é um mercado enorme”, avaliou. Segundo ele, a estimativa é que o Brasil gere cerca de R$ 320 bilhões em taxas condominiais em 2026.PublicidadeO carro-chefe do Cerus é uma linha chamada “receita garantida”. Na prática, é oferecida aos síndicos a antecipação do valor integral da taxa de condomínio na data combinada, independentemente se os moradores pagarem os boletos em dia ou não. Em troca, a fintech recebe uma taxa de serviço. O segundo produto mais importante é uma linha de crédito para reformas estruturais, modernizações e manutenções emergenciais.Inadimplência impulsiona demanda“A inadimplência elevada dos condôminos é um fator importante para a procura pela solução, mas não é o único. Além disso, também temos sido procurados por síndicos de condomínios com inadimplência baixa que buscam evitar desgaste na cobrança dos moradores e garantir previsibilidade de caixa”, disse Macedo.O Cerus emite cerca de 200 mil boletos por mês, o que representa uma recorrência mensal de aproximadamente R$ 100 milhões em receitas antecipadas todos os meses. O FIDC é o veículo que compra e financia os direitos creditórios originados pelo Cerus nas operações. A empresa cede esses créditos ao fundo, que dá a capacidade financeira para ampliar a operação dentro do plano de expansão.O fundo conta com cotistas como a M7 e a Mirabaud - esta última pertencente a um family office do grupo internacional Mirabaud, com 200 anos de atuação. A IGC Partners também participou diretamente, na estruturação e captação estruturada.O Cerus estima aplicar os recursos do FIDC em torno de 18 meses. Isso incluirá avançar para Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, com estrutura comercial local. “A expectativa é iniciar esse movimento até o fim de 2026 ou, no máximo, no início de 2027”, disse Macedo.PublicidadeEsta notícia foi publicada na Broadcast+ no dia 24/06/2026, às 15:17A Broadcast+ é uma plataforma líder no mercado financeiro com notícias e cotações em tempo real, além de análises e outras funcionalidades para auxiliar na tomada de decisão.Para saber mais sobre a Broadcast+ e solicitar uma demonstração, acesse.
Fintech capta R$ 300 milhões para crescer no mercado de crédito a condomínios
Cerus, de Fortaleza, deve usar recursos para expansão para o Rio, Rio Grande do Sul e Minas






