Definição de adversário da seleção acontece nesta quinta-feira, na última rodada do Grupo F 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Holanda, Japão ou Suécia podem entrar no caminho do Brasil — Foto: Lars Baron/Getty Images/AFP; Julio Cesar AGUILAR / AFP; Molly Darlington/Getty Images/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/06/2026 - 00:41 Brasil aguarda adversário do Grupo F no Mundial; Holanda, Japão ou Suécia? A seleção brasileira aguarda a definição do seu adversário na fase eliminatória do Mundial, que será o segundo colocado do Grupo F, composto por Holanda, Japão e Suécia. Com a Holanda liderando o grupo e enfrentando a eliminada Tunísia, o Japão encara a Suécia em um confronto direto. O técnico Carlo Ancelotti deve evitar enfrentar a Holanda devido à sua tradição e talento, enquanto o Japão é elogiado por seu jogo coletivo. A Suécia, após derrota para a Holanda, busca fortalecer sua defesa. O Japão, confiante e conhecido por sua inteligência tática, pode ser um desafio significativo para o Brasil. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Classificada em primeiro lugar de sua chave, a seleção brasileira se tornou uma espectadora atenta do que acontecerá hoje, a partir das 20h (de Brasília), nas partidas que definirão o destino do Grupo F. Entre as tantas indefinições provocadas pelo novo formato do Mundial, há ao menos uma certeza: Carlo Ancelotti e seus comandados enfrentarão no primeiro mata-mata a segunda colocada dessa chave. Há três adversários possíveis: Holanda, Japão e Suécia, e um deles é definitivamente mais palatável que os outros. Muita matemática deverá ser feita hoje ao longo dos 90 minutos. A Holanda lidera o grupo com quatro pontos e tem pela frente o desafio mais tranquilo, teoricamente, já que pegará a Tunísia, um entre apenas cinco países a chegar à última rodada da fase de grupos já eliminado. Espera-se que ganhe. Já o Japão, empatado até no saldo de gols, tem pela frente um jogo com a Suécia (três pontos) com cara de confronto direto. O confronto que um observador automático desejaria evitar tão precocemente é, claro, com os holandeses. Além da tradição já conhecida e dos jogadores talentosos, o time do técnico Ronald Koeman vem de uma goleada por 5 a 1 sobre a Suécia em que demonstrou habilidade para construir pelos lados em velocidade e finalizar por dentro — a fragilidade defensiva talvez seja o calcanhar de Aquiles do trabalho de Ancelotti. Dumfries e Koeman em treino da Holanda — Foto: JUAN MABROMATA / AFP Mas não se pode menosprezar esta versão aprimorada da seleção japonesa. Sob o comando de Hajime Moriyasu pela segunda Copa seguida, o time se movimenta de forma inteligente, preza pela rapidez no jogo apoiado e pela simplicidade no passe. Não à toa que o inglês Graham Potter, que comanda a Suécia, evitou, em entrevista ontem, apontar destaques individuais no Japão e preferiu ressaltar a qualidade de seu coletivo. — Estou superimpressionado com o Japão. Eles estão juntos há muito tempo e sabem bem o que querem fazer — elogiou Potter. A preocupação do técnico inglês não é à toa. Prestes a encarar um adversário de modelo de jogo azeitado, ele lida com inseguranças em seu próprio quintal. Após sofrer cinco gols da Holanda, a Suécia tem seu sistema defensivo sob escrutínio, e encontrar um jeito de torná-lo mais sólido virou quase um mantra de Potter. Autoconfiança japonesa Quem conhece bem o trabalho dos asiáticos e dos escandinavos não tem dúvidas de qual deles pode representar uma pedra maior no sapato da seleção. — O Japão já mostrou o que pode fazer contra times do nível do Brasil e venceu o último jogo entre os dois. Talvez seja um adversário mais difícil até que a Holanda — aposta Makoto Asahara, repórter do jornal sueco Aftonbladet, com conhecimento sobre as seleções dos dois países. — O Brasil não vai subestimar a Holanda, e existe uma chance de que Ronald Koeman superestime este Brasil e escolha uma abordagem mais defensiva do que deveria. Se, por um lado, existe a sensação na imprensa estrangeira de que este é um Brasil mais acessível que outros do passado, por outro não há dúvidas de que, entre encará-lo ou ao Marrocos, a segunda opção continua sendo mais conveniente. Essa visão é ainda mais forte entre jornalistas japoneses abordados pelo GLOBO. Hajime Moriyasu, técnico do Japão — Foto: Stacy Revere/Getty Images/AFP Moriyasu, porém, prefere ficar em cima do muro e reforçar a autoconfiança: — Não sabemos que tipo de time vamos enfrentar na próxima fase, mas o importante é que estejamos sólidos. Acredito que seríamos capazes de lidar com qualquer time que vier.