"Os traidores da Pátria não conseguirão reescrever a história. O Brasil sabe que o tarifaço tem sua origem em uma tentativa de interferência externa na justiça brasileira. [...] O que os traidores da Pátria devem ao Brasil é um pedido de desculpas pelas tarifas e pelos prejuízos causados a milhares de brasileiros", disse o Itamaraty nas redes sociais. Agora no g1 Na publicação nas redes sociais, o Itamaraty afirma que o governo brasileiro tem participado ativamente na investigação pelos canais diretos de interlocução entre governos, desde sua abertura em 15 de julho de 2025. "[O governo] Apresentou duas defesas escritas demonstrando que as políticas brasileiras não prejudicam o comércio com os Estados Unidos e realizou reunião de consultas governamentais com os EUA, em Washington, com delegação de alto nível". A estratégia do governo brasileiro tem como foco a negociação diplomática, apresentação de argumentos técnicos e pressão política. O objetivo é convencer os americanos de que uma solução negociada seria mais vantajosa para os dois lados do que a imposição da tarifa de 25% (entenda mais abaixo). O governo trabalha com o prazo de 15 de julho para fechar um acordo tarifário. Essa foi a data fixada pela USTR para uma definição sobre o tema. 🔎 O USTR é o órgão responsável por formular e negociar a política comercial dos EUA. Ele conduz investigações sobre práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano e pode recomendar medidas como a imposição de tarifas. Interlocutores no governo afirmam que essas audiências públicas convocadas pelo USTR são um espaço de atuação do setor privado e da sociedade civil. Trata-se de uma sessão em que as pessoas submetem documentos e pedem para se manifestar. Palácio do Itamaraty — Foto: Reprodução/ Agência Brasília O formato se assemelha, no entendimento do governo, a uma audiência pública do Congresso Nacional, e não um espaço de negociação entre os Estados. Existe um canal direto de negociação entre os governos brasileiro e norte-americano, no qual o governo vem apresentando a defesa das posições do país, tanto pro escrito quanto por meio de reuniões. No documento enviado ao órgão americano, Flávio Bolsonaro se identifica como membro do Senado Federal, figura de destaque na oposição parlamentar e pré-candidato declarado à Presidência da República para as eleições de outubro deste ano. O parlamentar solicitou um tempo de cinco minutos para se manifestar de forma presencial e em inglês perante o comitê. No requerimento, o senador também cita já ter se reunido pessoalmente com o presidente Donald Trump, com o vice-presidente JD Vance e com o secretário de Estado americano Marco Rubio para tratar dos temas que motivaram a investigação.
Após Flávio pedir para participar de audiência sobre tarifas dos EUA contra Brasil, Itamaraty diz que 'traidores da pátria' devem pedido de desculpa | G1
Senador enviou requerimento com pedido de fala em comitê norte-americano. Governo afirma que tarifas tem origem em tentativa de interferência externa na justiça brasileira.










