PUBLICIDADE Afastado da diretoria do futebol cruz-maltino na Justiça, presidente ainda não define próximos passos: ''Vamos avaliar' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Marcos Lamacchia (esquerda) e o presidente do Vasco, Pedrinho (direita) — Foto: Reprodução/Linkedin e Leandro Amorim/Vasco RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/06/2026 - 18:39 Presidente do Vasco fala sobre afastamento e futuro da SAF do clube O presidente do Vasco, Pedrinho, comentou pela primeira vez sobre seu afastamento judicial da SAF do clube, atribuindo a decisão a uma crise política interna. Ele destacou que o investidor Marcos Lamacchia continua interessado na aquisição, apesar das turbulências. Pedrinho criticou a deslealdade da oposição em ano eleitoral e garantiu que avaliará legalmente os próximos passos para não prejudicar o clube. A advogada Samantha Longo agora intervém nas decisões da SAF, enquanto conversas com Lamacchia, que podem envolver um investimento de R$ 2 bilhões, seguem em andamento. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Presidente do Vasco, Pedrinho falou pela primeira vez após decisão judicial que o afastou, junto a outros dois nomes, do conselho de administração da SAF do clube. Em entrevista ao canal "Atenção, Vascaíno", o dirigente, que segue no comando do clube associativo, atribuiu o movimento jurídico a uma crise política no clube e alegou que o investidor Marcos Lamacchia segue interessado na aquisição da SAF. — Todos sabem que existe uma briga política interna, que, na minha concepção, não deveria prevalecer se causa dano à instituição. E essa briga está tomando um caminho muito ruim. Todas as alegações, falácias e narrativas são apenas narrativas. Chegar numa esfera tão crucial, esperarem o momento certo, ano de eleição, em que o clube está fragilizado em pontuação, é muita deslealdade. Não comigo, mas com a instituição — afirmou, inicialmente, sem citar nomes. Posteriormente, Pedrinho afirmou que Felipe Carregal (ex-VP jurídico) e Silvio Almeida (ex-VP de finanças), dois dos quatro exonerados ontem pelo clube, agora são oposição a sua gestão. Sobre o futuro e um possível questionamento à ação judicial, ponderou: — Vamos avaliar juridicamente e tomar a melhor decisão que não atrapalhe a instituição. Isso é um ponto importante. A decisão, advinda de ação impetrada pela 777 Partners, sócia afastada do comando desde maio de de 2024, colocou a advogada Samantha Longo, referência em disputas empresariais, como interventora judicial da SAF do Vasco. A partir de agora, as decisões envolvendo a empresa passam por ela. E uma eventual revenda do futebol passará pelas três esferas relacionadas às ações da SAF: clube associativo (30%), 777 Partners (31%) e tribunal arbitral (no qual os dois primeiros disputam os outros 39% das ações). Treinador e Lamacchia Antes da decisão, o clube vinha no mercado à procura de um treinador após a demissão de Renato Gaúcho. Agora, com a mudança, Pedrinho afirmou que pediu aos demais integrantes da SAF que seguissem as diretrizes de antes do seu afastamento: — O que eu falei para o grupo que ficou lá (na SAF) é para dar continuidade com o representante e com quem pode assinar. Obviamente, seguindo todos os critérios que eu sempre preguei ali. Se está dentro da condição financeira, se podemos pagar, se vamos honrar. O presidente também levantou a voz e negou qualquer irregularidade na gestão da SAF. Disse que sua conta bancária está aberta à Justiça no contexto do processo de recuperação judicial e que seus bens estão em jogo no próprio processo. Sobre a negociação com Marcos Lamacchia, o mandatário confirmou que as conversas são antigas e o processo já poderia ter sido sacramentado em janeiro. E que o empresário do mercado financeiro foi o único a enviar proposta oficial pela SAF. — Nenhum investidor chegou com proposta oficial a não ser o Lamacchia. Uns usaram muito mais o Vasco para se promover, a pessoa física, do que tinham interesse. Foi tudo passado, NDAs (acordo de confidencialidade) assinados, mas nunca houve retorno de nada. Pedrinho disse ainda que segue em contato com Marcos e que o empresário mantém interesse em fazer a aquisição. Segundo o mandatário, o investimento pode chegar a R$ 2 bilhões, com aportes para contratações, dívidas, fluxos de caixa e investimento no CT Moacyr Barbosa. — Com todos esse problemas causados de forma, intencional, além de querer afastar investidor, (querem), obviamente, prejudicar de forma desportiva. Se o investidor não conhecesse exatamente quem eu sou, poderia desistir do negócio com todo esse tumulto. Eu sei todos os caminhos que essas pessoas vão seguir para deixar o investidor com dúvidas. Estão enganados. Cada vez mais que fazem isso, o investidor fica mais à vontade e seguro para fazer o negócio.