Trabalhos deverão se estender por cinco anos na ala oeste da Loggia e vão envolver mais de 20 restauradores dos museus 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Corredor do Palácio Apostólico do Vaticano — Foto: Reprodução | Vaticano .Os Museus Vaticanos apresentaram, nesta quarta-feira (24), um grande projeto de restauração com tecnologia a laser para os afrescos da Loggia de Raphael, um longo corredor localizado no coração do Palácio Apostólico. A previsão é de que os trabalhos durem cinco A limpeza a laser será utilizada para evitar danos a esta obra-prima renascentista localizada na ala oeste da Loggia, no segundo andar do palácio da Cidade do Vaticano. Essa área é fechada ao público, e apenas aqueles que visitam o papa — principalmente chefes de Estado, embaixadores e prelados de alto escalão — têm permissão para entrar. Loggia de Raphael no corredor no Palácio Apostólico, no Vaticano — Foto: Reprodução / Wikimedia Commons / CC BY-SA 3.0 Com 65 metros de comprimento e quatro metros de largura, a Loggia foi projetada por Raphael e decorada entre 1517 e 1519 por seu ateliê para o papa Leão X (1513-1521). Ela é dividida em 13 seções, cada uma decorada com cenas bíblicas pintadas nas abóbadas, do Antigo e do Novo Testamento, numa área com vista para o pátio de São Dâmaso do palácio. No total, mais de 20 restauradores dos Museus Vaticanos trabalharão em aproximadamente 1.300 metros quadrados de superfícies decoradas. Sua última restauração parcial foi realizada há aproximadamente meio século. Para esse trabalho serão usados lasers portáteis para limpar "a seco" e restaurar o estuque e as pinturas murais. Esse cuidado é essencial uma vez que as tintas são solúveis em água e sofreriam ainda mais danos se fossem limpas de maneira mais tradicional ou com solventes químicos, disse Paolo Violini, responsável pela restauração de pinturas nos Museus Vaticanos, à AP. Além desta restauração, o Vaticano planeja também substituir as janelas em arco da galeria, uma medida para reduzir ou evitar os efeitos dos raios de sol sobre a pintura. Para isso, espera-se a instalação de vidros especiais que filtram os raios. A iniciativa será financiada com 5,5 milhões de dólares (R$ 28,6 milhões) de doadores internacionais, incluindo o World Monuments Fund, uma ONG dedicada à preservação de patrimônios históricos de valor excepcional em todo o mundo. O Palácio Apostólico voltou a ser a residência do Papa quando Leão XIV foi escolhido, após a morte de Francisco — o Pontífice argentino preferiu viver em comunidade na Casa Santa Marta. Leão XIV tem seus aposentos privados no andar superior, e vê o corredor tomado de arte quando se dirige às audiências com algumas figuras de autoridade. Com informações da AFP e da AP.