Números recém-publicados pela companhia mostram cenário complicado e continuidade operacional sob pressão Paralelo ao processo de negociação da venda da rede St Marche para a Cencosud, os sócios da companhia avançaram com um processo de recuperação judicial do grupo pelas dificuldades financeiras que a empresa acabou tendo que enfrentar no decorrer dos últimos meses. O pedido de recuperação judicial — com a transformação da extrajudicial em judicial — ocorreu na madrugada desta quarta-feira (24), num ambiente de pressão de um dos credores que pedia o fim da recuperação extrajudicial e colocava a empresa sob pressão, apurou o Valor. A rede já entrou com o pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo Além dessa questão com credores, a situação financeira da empresa era delicada. Como apresentado nestas demonstrações financeiras, a companhia registrou prejuízo de R$ 188.438 e R$ 61.774 nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2025 e 2024, respectivamente, além de ter apresentado prejuízos acumulados de R$ 874.906 em 31 de dezembro de 2025 (R$ 401.026 em 31 de dezembro de 2024), e patrimônio líquido negativo de R$ 728.037 na controladora e no consolidado (R$ 254.157 em 31 de dezembro de 2024). Números recém-publicados pela companhia mostram cenário complicado e continuidade operacional sob pressão. O capital circulante líquido consolidado apresentou uma posição negativa de R$ 830 milhões em 31 de dezembro de 2025 (R$ 452 milhões em 31 de dezembro de 2024), segundo notas explicativas das demonstrações de resultados do grupo Hortus Comércio de Alimentos, que controla a companhia. O balanço da Hortus obtido pelo Valor mostra queda nas vendas e no lucro em 2025 frente ao ano anterior. A receita caiu de R$ 1,1 bilhão em 2024 para R$ 960 milhões, e o prejuízo líquido passou de R$ 61 milhões para R$ 188 milhões no mesmo intervalo. O patrimônio líquido negativo pulou de R$ 254 milhões para R$ 728 milhões de 2024 para 2025. A administração ressaltava nos documentos que a continuidade operacional da companhia dependia da efetiva homologação do plano e de sua implementação, e esses fatores poderiam indicar a existência de incerteza quanto à capacidade de continuidade operacional da companhia. Em janeiro, o Valor noticiou que o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) suspendeu a homologação do plano de recuperação extrajudicial da rede de supermercados St. Marche, com dívida de R$ 532 milhões. Um dos desembargadores do TJSP entendeu que a dívida com a instituição financeira BTG Pactual era de natureza extraconcursal — ou seja, não deveria ser submetida ao processo. O voto do banco foi decisivo para a aprovação do acordo. St Marche — Foto: Divulgação
St Marche pede recuperação judicial; prejuízo triplicou em 2025
Números recém-publicados pela companhia mostram cenário complicado e continuidade operacional sob pressão









