PUBLICIDADESocorro ao BRB ofende a lógica e banco perdeu a razão de existir depois dos prejuízos com o MasterGoverno do Distrito Federal ficará anos pagando empréstimo para socorrer o banco. Crédito: EstadãoGerando resumoBRASÍLIA — A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), sancionou o projeto de lei que confirma o acordo feito entre o governo distrital e a União no Supremo Tribunal Federal (STF) para cobrir o rombo do Banco Master no Banco de Brasília (BRB).PUBLICIDADEAté o momento, porém, o governo do Distrito Federal não contratou o empréstimo e ainda negocia os termos com os bancos. O setor financeiro vem apresentando resistências à operação e questionando a viabilidade das garantias. PublicidadeA governadora do Distrito Federal, Celina Leão Foto: Paulo H. Carvalho/Agência BrasíliaO governo tem reiterado que pretende resolver a crise do BRB até o próximo dia 30. A cúpula do Distrito Federal solicitou um financiamento com juros reais (fora a inflação) de 4,5% ao ano, mas a proposta ainda não foi aceita pelas instituições financeiras. A governadora vetou da proposta o dispositivo que autorizava o Executivo a recompor o salário de servidores públicos. A medida contrariava o acordo assinado no STF. No Supremo, o Distrito Federal se comprometeu a congelar reajustes, concursos e benefícios fiscais em troca do socorro. Leia tambémCNJ cobra mais informações de Tribunais sobre R$ 30 bi em depósitos judiciais sob gestão do BRBDistrito Federal não tem condições de contratar empréstimo para salvar BRB, diz parecer de abrilGoverno do DF avisa BRB que apenas metade do dinheiro da securitização será aportado no bancoCelina também vetou o item que obrigaria o BRB a ressarcir o empréstimo com o pagamento de dividendos, juros sobre o capital próprio ou outro instrumento cabível. PublicidadeComo o Estadão revelou, o governo do Distrito Federal constatou em abril não ter condições fiscais nem legais para contratar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões e socorrer o Banco de Brasília (BRB), com ou sem aval da União. Após a constatação, o governo do DF recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para viabilizar a operação e assinou um acordo com a União. O empréstimo, se for efetivado, deixará a fatura para o orçamento do DF, que enfrenta um rombo bilionário. Segundo parecer da Consultoria Legislativa da Câmara Legislativa, a proposta transfere o prejuízo da fraude do Master para os cofres públicos do Distrito Federal e deixa a administração distrital exposta a riscos jurídicos, financeiros e orçamentários.