PUBLICIDADE Moradores relatam eletrodomésticos queimados, elevador desligado e cobram respostas da concessionária, que diz atuar em ocorrência complexa na rede subterrânea 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Falta de luz nos bairros do Leme e Copacabana - Funcionários da Light na Rua Belfort Roxo com Nossa Senhora de Copacabana — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/06/2026 - 08:52 Falha Elétrica no Leme: Danos e Críticas à Light por Serviço Deficiente Uma nova falha na rede subterrânea deixou parte do Leme, no Rio, com energia em apenas uma fase, causando danos a eletrodomésticos e interrompendo elevadores. A Light, já multada por apagões anteriores, instalou geradores para mitigar os impactos. A empresa enfrenta críticas pela qualidade do serviço, e a Aneel aplicou multa por atrasos na normalização de energia em interrupções passadas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma nova falha no fornecimento de energia elétrica voltou a causar transtornos no Leme, na Zona Sul do Rio, meses após o apagão que deixou moradores do bairro e de partes de Copacabana sem luz por dias e levou a Justiça a impor multas à Light. Desde a madrugada desta terça-feira, moradores relatam que trechos da Rua General Ribeiro da Costa e Anchieta estão funcionando em apenas uma fase, situação que tem provocado danos a equipamentos domésticos e afetado a rotina de prédios residenciais. Em nota, a empresa informou que geradores foram acionados para diminuir os impactos aos moradores. Segundo relatos enviados ao GLOBO, moradores tiveram aparelhos queimados em razão da instabilidade na rede elétrica. Em um edifício da Rua General Ribeiro da Costa, o elevador precisou ser desligado por precaução, e o condomínio já iniciou tratativas para contratar geradores diante da incerteza sobre a normalização do serviço. Em nota, a Light informou que o problema está relacionado a uma ocorrência na rede subterrânea de distribuição, considerada de maior complexidade. "A Light informa que uma equipe técnica atua no local. Trata-se de uma ocorrência na rede subterrânea, de maior complexidade, que demanda atuação especializada para identificação e correção do problema. Preventivamente, foram acionados geradores para minimizar os impactos aos clientes. A concessionária atua para restabelecer o fornecimento de energia o mais breve possível". Multada O episódio reacende a insatisfação de moradores da região com a qualidade do serviço prestado pela concessionária. Em janeiro deste ano, o Leme e trechos de Copacabana enfrentaram um apagão prolongado que deixou moradores sem energia por mais de 45 horas. Na ocasião, a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro ingressou com uma Ação Civil Pública contra a Light, argumentando que a demora no restabelecimento do serviço configurava uma falha grave na prestação de um serviço essencial. Atendendo ao pedido, a Justiça determinou que a concessionária restabelecesse imediatamente a energia em todas as áreas afetadas, sob pena de multa diária de R$ 200 mil. A decisão também obrigou a empresa a informar a previsão de normalização do fornecimento, sob risco de multa adicional de R$ 20 mil por dia. Na decisão, o juiz Vinicius dos Angeles Nascimento destacou relatos de moradores afetados pela interrupção, incluindo famílias sem água, pessoas que perderam alimentos armazenados em geladeiras e moradores das comunidades Babilônia e Chapéu Mangueira que permaneceram sem energia durante o apagão. A crise de janeiro também levou o Procon Carioca a notificar a concessionária e cobrar explicações sobre a demora na normalização do serviço. As reclamações sobre o tempo de resposta da Light não se restringem ao episódio ocorrido no Leme. Em junho, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve uma multa de R$ 28,3 milhões aplicada à distribuidora no país por demora no restabelecimento de energia após interrupções registradas entre outubro de 2022 e setembro de 2023. Segundo a agência reguladora, a fiscalização identificou 39.930 interrupções com tempo de restabelecimento superior a 24 horas, afetando 77.651 consumidores. O processo apontou ainda uma piora de 83% nos indicadores de prestação do serviço quando comparados aos registrados em 2020.