Judy Vassallo, 89, é uma professora de artes aposentada que mora sozinha em um bairro ao norte do centro de Filadélfia. Ela costumava pegar seu Honda CRV 2002 para visitar amigos ou ir ao centro para consultas médicas e aulas de pilates.

Mas desde que os preços da gasolina dispararam após Estados Unidos e Israel atacarem o Irã no final de fevereiro, ela não aceitou pagar quase o dobro para encher o tanque. Em vez disso, Vassallo começou a pegar o ônibus municipal, gratuito para idosos. Ela descobriu que gostou —economizando em gasolina e multas de estacionamento.

"Uma vez que se torna um hábito, não é algo penoso, está incorporado ao padrão do meu comportamento", disse Vassallo. "Você vai para o centro, vai pegar o ônibus. E estou descobrindo que é muito mais fácil."

Os americanos são profundamente apegados aos seus carros, e seus gastos em postos de gasolina aumentaram 21% de fevereiro a maio. Mas essa capacidade de gastar tem limites. Segundo a Dow Jones Energy, o consumo foi 6,1% menor em maio em comparação com o ano anterior.

Parte disso é uma tendência de longo prazo devido à crescente eficiência dos veículos de passageiros, disse Denton Cinquegrana, analista-chefe de petróleo da empresa, e cerca de metade é provavelmente uma resposta do consumidor aos preços.