Direção do partido vê candidatura ao Planalto como importante para formação de bancada 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Romeu Zema, em evento do partido Novo — Foto: TV Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/06/2026 - 21:27 Crise interna no partido Novo: diretório de SC rejeita Zema como candidato presidencial O partido Novo enfrenta uma crise interna após o diretório de Santa Catarina expressar oposição à candidatura presidencial de Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais. A direção nacional apoia Zema, mas busca unidade, especialmente no Sul, onde alianças com o PL são cruciais. O conflito surge após críticas de Zema a Flávio Bolsonaro, complicando relações. A convenção nacional do partido em breve decidirá o rumo da candidatura. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A postura contrária à candidatura presidencial de Romeu Zema do diretório de Santa Catarina do Novo, um dos mais relevantes do partido, levou a uma crise interna que a sigla tenta debelar até o período das convenções, daqui a cerca de um mês. O ex-governador de Minas Gerais conta com o aval da direção nacional e da maioria dos estados. Agora, há um movimento para tentar convencer candidatos do Sul do país de que é vantajoso ter candidatura própria ao Palácio do Planalto, mesmo que eles apoiem Flávio Bolsonaro (PL). A crise teve início depois que Zema passou a criticar Flávio pela relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master. Desde meados de maio, alas do partido, sobretudo aquelas que dependem de alianças com o PL, passaram a atuar contra o mineiro internamente. O movimento mais brusco foi o de Santa Catarina, cujo diretório “desconvidou” o presidenciável de um evento do Novo previsto para o mês que vem. Como reação, a base da sigla e diretórios municipais se rebelaram e ameaçam boicotar o evento. Grupos de outros estados pretendem comparecer para protestar. Além dos catarinenses, há atritos nos outros estados da região, Paraná e Rio Grande do Sul. Se em Santa Catarina a aliança tem o Novo com o vice da chapa do governador Jorginho Mello (PL), Adriano Silva, nos demais o partido colocou candidatos ao Senado, também em parceria com o PL — o gaúcho Marcel Van Hattem e o paranaense Deltan Dallagnol. Nos últimos dias, houve um esforço para tentar convencer os quadros desses locais de que manter Zema seria a melhor escolha. Os argumentos favoráveis à tese passam pela mobilização da base e pela consequente influência nos votos para deputado federal, dos quais o Novo depende para superar a cláusula de barreira e ter uma sobrevivência partidária efetiva. O próprio Zema fez aceno a candidatos bolsonaristas do partido na segunda-feira, quando disse que eles estão liberados para apoiar Flávio. — Quem quiser apoiar o Flávio, está liberado. Deputados de outros estados e de outros partidos estão comigo — disse o presidenciável em evento da Confederação Nacional da Indústria. Convenção Cada estado tem direito aos votos do presidente e do vice dos respectivos diretórios na convenção nacional. Outra cláusula, ainda não homologada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), prevê peso adicional aos locais que têm representantes do partido na Câmara dos Deputados, caso de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio. Apoiador da família Bolsonaro, o deputado federal Luiz Lima, do Rio, é dos que entendem que é vantajoso manter a candidatura de Zema. — Ter vários nomes da direita ajuda a estimular o voto dos 38 milhões de brasileiros que não votaram em 2022 ou votaram em branco e nulo. Se conseguirmos 10% desse universo e transferirmos isso para o Flávio no segundo turno, derrotamos Lula — calcula. — É como um restaurante que vê a rua em que está localizado ganhar novos estabelecimentos. Todo mundo ganha com o aumento de pessoas frequentando a rua: a pessoa que está em um restaurante num dia vai para o outro no fim de semana seguinte. O próprio Zema não esconde que, mesmo com os atritos na relação com Flávio, faria campanha pelo filho de Jair Bolsonaro no provável segundo turno entre ele e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.