PL levará mesmo pedido ao TSE sob alegação de que gastos com publicidade teriam ultrapassado o limite permitido 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Presidente Lula no Palácio do Planalto — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo O senador Rogério Marinho, líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, pediu ao Tribunal de Contas da União (TCU) que investigue possíveis irregularidades nos gastos do governo Lula com publicidade institucional no ano eleitoral. Ao mesmo tempo, o PL vai entrar com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o mesmo assunto. O documento, dirigido à Presidência da República e à Secretaria de Comunicação Social (Secom), alega que os gastos com publicidade teriam ultrapassado o limite permitido por lei. O senador ainda levanta a possibilidade de ter ocorrido desvio de finalidade e abuso de poder econômico. Segundo a representação, até 18 de junho de 2026, os empenhos com publicidade institucional já somariam R$ 785,7 milhões, valor aproximadamente R$ 167,6 milhões acima do teto permitido para o primeiro semestre do ano eleitoral. O texto alega que o limite seria de R$ 618,1 milhões, o que indicaria excesso de 27,1%. Entre os pontos levantados por Rogério Marinho está a campanha “Tempo com a Família”, que aborda o fim da escala 6x1. O documento diz que a campanha teria consumido cerca de R$ 80 milhões em recursos públicos, representando uma parcela significativa dos gastos de publicidade do governo neste ano, mesmo com a medida em tramitação no Congresso. Rogério Marinho afirma que usar dinheiro público para promover uma pauta legislativa popular durante o ano eleitoral pode desequilibrar o debate político. No pedido ao TCU, o senador solicita que seja feita uma auditoria na Secom, requer informações detalhadas sobre os gastos, além da suspensão imediata dessas campanhas. A representação pede ainda que órgãos de controle, como a Controladoria-Geral da União (CGU), sejam acionados para colaborar na investigação.