Frente ao Uzbequistão, no Mundial 2026, Portugal entrou quente – e pela porta dos fundos. E saiu fresco – e pela porta da frente. Num momento em que a selecção nacional estava “a arder”, conseguiu uma vitória robusta (5-0) e, acima disso, ofereceu um desempenho de alto nível. Dinâmico, intenso, tacticamente competente e tecnicamente engenhoso. E quis “disparar” primeiro e perguntar depois, com uma entrada forte no jogo, não dando ao adversário tempo para acertar referências de marcação.Este grande desempenho, em Houston, na 2.ª jornada do Grupo K, permite à selecção sair do jogo pela porta da frente, fresca e muito segura de que vai estar nos 16 avos-de-final da prova – e confiante, mesmo que não certa, de que o fará em primeiro lugar no grupo.Também Ronaldo, que caminhava sobre brasas, pôde colocar os pés em água fria. Marcou dois golos, ambos de grande qualidade, e retirou de si próprio uma pressão tremenda – não marcava em Mundiais e Europeus há dez jogos.Talvez nos próximos dias as idas à praia e os malandros dos jornalistas possam deixar de ser um tema. Ganhamos todos.Equívoco tácticoO jogo começou com uma dinâmica muito clara na selecção nacional: a utilização de Nuno Mendes. O 5x4x1 do Uzbequistão pressupunha que os alas encostariam nos centrais portugueses na saída curta. O problema dessa ideia é que eram obrigados a baixarem rapidamente para a linha de quatro médios depois de batida a pressão.
Fire, aim, ready. Portugal disparou primeiro e perguntou depois
A selecção acalmou a fervura. E também Ronaldo, que caminhava sobre brasas, pôde colocar os pés em água fria. Marcou dois golos e afastou a pressão de não marcar há dez jogos em Mundiais e Europeus.
















