Apenas 34% aprovam desempenho do presidente enquanto 23% dizem que EUA saíram mais fortes da guerra com o Irã O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou na Oficina Oval da Casa Blanca, no aniversário de 3 de junho de 2026 em Washington. — Foto: AP/Alex Brandon Apenas um em cada quatro americanos acredita que a guerra do presidente Donald Trump contra o Irã valeu os custos envolvidos, e a maioria teme que uma trégua com Teerã tenha pouca chance de durar, mostrou uma pesquisa Reuters/Ipsos. O levantamento, realizado ao longo de cinco dias e encerrado na segunda-feira (23), também revelou que a guerra pesou significativamente sobre a popularidade de Trump, cuja taxa de aprovação caiu para 34%, retornando ao menor nível de seu segundo mandato, registrado anteriormente em uma pesquisa realizada em abril. Apenas 23% dos americanos — incluindo apenas metade dos republicanos — acreditam que os EUA estão agora em uma posição mais forte em relação ao Irã do que antes da guerra, apontou a pesquisa. Cerca de 35% dos entrevistados consideram que o país está em uma posição mais fraca. Os demais disseram não ter certeza ou afirmaram que a posição dos EUA permaneceu praticamente a mesma. Trump e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, assinaram um acordo preliminar em 17 de junho que permitiria a reabertura das rotas marítimas de transporte de petróleo e gás interrompidas pelo conflito, ao mesmo tempo em que aliviaria a pressão econômica liderada pelos EUA sobre o Irã. O acordo provocou uma rápida queda nos preços globais do petróleo, embora, para a maioria dos americanos, o preço da gasolina continue consideravelmente mais alto do que antes dos ataques conjuntos dos EUA e de Israel, em 28 de fevereiro, que deram início à guerra. O Irã respondeu ao ataque inicial com ações que interromperam cerca de um quinto do comércio global de petróleo e danificaram instalações energéticas de aliados regionais dos EUA. Não valeu o custo Apenas 24% dos americanos acreditam que a guerra contra o Irã valeu os custos, mostrou a pesquisa Reuters/Ipsos. Metade dos entrevistados afirmou que o conflito não valeu a pena, enquanto os demais disseram não ter certeza. Cerca de 63% dos americanos consideram improvável que o acordo assinado por Trump resulte em uma paz duradoura entre os dois países. Aproximadamente metade dos republicanos e oito em cada dez democratas afirmaram que o acordo dificilmente trará paz. Apenas 18% dos americanos — incluindo 10% dos democratas e 34% dos republicanos — consideram provável uma paz duradoura. Trump venceu a eleição presidencial de 2024 prometendo reduzir a inflação e manter os EUA fora de guerras estrangeiras caras. Sua imagem política há muito se apoia em sua trajetória como empresário do setor imobiliário e estrela de reality shows, conhecido por sua capacidade de negociar acordos. A taxa de aprovação de Trump em relação ao custo de vida, de 22%, ficou próxima do menor nível de sua presidência e abaixo da registrada por seu antecessor democrata na Casa Branca, Joe Biden, ao final de seu mandato. Eleições se aproximam Trump iniciou seu atual mandato com uma taxa de aprovação de 47%, mas sua popularidade foi afetada pela inflação elevada e pela controvérsia em torno de seus esforços agressivos para deportar pessoas em situação irregular no país, ações que incluíram confrontos fatais com ativistas pró-imigração. A queda em sua popularidade pode afetar seus aliados republicanos quando eles tentarem defender suas maiorias no Congresso nas eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. A mais recente pesquisa Reuters/Ipsos mostrou que apenas 37% dos americanos aprovam a forma como Trump lida com a imigração, o menor índice de seu mandato e abaixo dos 40% registrados na pesquisa anterior da Reuters/Ipsos. O levantamento ouviu 1.262 adultos em todo o território dos EUA, e os resultados apresentam margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Aprovação de Trump cai para 34% e retorna ao menor nível do mandato
Apenas 34% aprovam desempenho do presidente enquanto 23% dizem que EUA saíram mais fortes da guerra com o Irã












