A taxa de aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, subiu um ponto percentual nos últimos dias, para 36%, à medida que a insatisfação da população com o custo de vida perdeu intensidade, segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos encerrada nesta segunda-feira (15). O levantamento, realizado ao longo de quatro dias, coletou respostas antes e depois de Trump anunciar, no domingo, que ele e líderes iranianos haviam concordado em encerrar uma guerra entre os dois países que havia provocado uma forte alta nos preços da gasolina. O otimismo em relação às negociações de paz entre os dois países reduziu os preços dos combustíveis nas últimas semanas, embora os americanos ainda estejam pagando cerca de um dólar a mais por galão do que antes de os EUA e Israel lançarem ataques contra o Irã em 28 de fevereiro. Cerca de 24% dos americanos aprovam atualmente a condução de Trump na questão do custo de vida, ante 22% uma semana antes e 20% há um mês. A parcela dos que desaprovam caiu para 69%, ante 73% há um mês, segundo a pesquisa Reuters/Ipsos mais recente. Ainda é cedo para saber se a popularidade de Trump, que sofreu desgaste até mesmo entre grupos centrais de sua base política, como eleitores rurais e cristãos evangélicos, está começando a se recuperar. Sua taxa geral de aprovação continua próxima dos níveis mais baixos de sua trajetória política, e a população ainda avalia sua atuação no combate ao custo de vida de forma mais negativa do que avaliava a gestão do tema por seu antecessor democrata, Joe Biden. A pesquisa Reuters/Ipsos, realizada pela internet, ouviu 1.537 adultos em todo o país e tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. Trump iniciou seu segundo mandato, em janeiro de 2025, com uma aprovação de 47% — 11 pontos percentuais acima do índice atual — depois de vencer a eleição presidencial do ano anterior com a promessa de controlar a inflação persistentemente elevada. Isso ainda não aconteceu, mostrou um relatório recente sobre a inflação nos Estados Unidos, e a insatisfação com a alta dos preços pode prejudicar aliados republicanos de Trump que defendem estreitas maiorias no Congresso nas eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. Entre os eleitores registrados ouvidos pela pesquisa, 41% disseram que votariam em um candidato democrata em seu distrito caso as eleições para o Congresso fossem realizadas hoje, ante 38% que afirmaram que votariam em um republicano. Outros 18% disseram estar indecisos ou considerar um terceiro partido. Os eleitores independentes, que podem ser decisivos em muitas disputas, preferiram os democratas aos republicanos por uma margem de 13 pontos percentuais, de 35% a 22%. O presidente dos EUA, Donald Trump, durante a cerimônia oficial de chegada para a cúpula do G7 em Evian-les-Bains, França, na segunda-feira, 15 de junho de 2026. — Foto: AP/Thibault Camus
Aprovação de Trump sobe à medida que preocupação com preços diminui, diz pesquisa
Levantamento coletou respostas antes e depois do presidente anunciar, no domingo, que ele e líderes iranianos haviam concordado em encerrar uma guerra entre os dois países











