Empresa concluiu a etapa da emissão de ações em 18 de junho, levantando R$ 1,24 bilhão com a operação A Light poderá pedir o fim da recuperação judicial entre setembro e outubro, com a conclusão das últimas etapas do processo de reestruturação da companhia, no âmbito da recuperação judicial, disse o presidente da Light, Alexandre Nogueira. A empresa concluiu a etapa da emissão de ações no dia 18 de junho, levantando R$ 1,24 bilhão com a operação. O valor, segundo ele, está dentro da faixa pretendida, de R$ 1 bilhão a R$ 1,5 bilhão, o que correspondeu a 82,66% do teto da operação, e já coloca a companhia em condições de sair da recuperação judicial — uma vez que precisava de R$ 1 bilhão para encerrar o processo. Nogueira explicou que, embora o montante captado tenha ficado abaixo do valor máximo de R$ 1,5 bilhão, o aumento de capital ocorreu em condições atípicas, com recursos privados em vez de oferta pública. Isso porque, afirmou, a operação trazia uma cláusula de “lock-up”, que estabeleceu período de carência de dois anos e meio para venda das ações pelos investidores, o que afastou muitos fundos com liquidez mensal e que não poderiam investir neste tipo de transação, sem possibilidade de liquidez. Apesar disso, a emissão foi um sucesso, na visão do presidente: “Por ser um aumento privado de capital, o processo foi difícil, mas mostra o êxito da operação. É a última condição para sair da recuperação judicial.” Agora, a Light promoverá uma emissão das sobras das ações não negociadas, da ordem de 41 milhões de papéis, com valor estimado de R$ 260 milhões, em duas rodadas, explicou o diretor financeiro e de relação com investidores, Leonardo Gadelha. As rodadas começarão na quarta-feira (24), encerrando-se em 3 de julho. Nessas rodadas, o investidor que participou da subscrição das ações poderá comprar sobras, na proporção do que adquiriu na primeira operação. Haverá espaço para que esses acionistas comprem mais papéis, acima da proporção, caso haja ações disponíveis, disse Gadelha. Quando a emissão de ações for concluída, a Light passará para a próxima etapa, a de conversão de R$ 2,2 bilhões em dívidas da companhia em ações. Presidente da Light, Alexandre Nogueira — Foto: Light/Divulgação