Preso na penitenciária federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, ele é apontado como um dos principais chefes do Comando Vermelho 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ronaldo Pinto Lima e Silva, o Ronaldinho Tabajara, quando foi preso em 2003 — Foto: Custódio Coimbra/Arquivo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/06/2026 - 08:55 Operação no RJ mira líder do Comando Vermelho, Ronaldinho Tabajara Ronaldinho Tabajara, um dos principais líderes do Comando Vermelho, é alvo de operação no Morro Dona Marta, Rio de Janeiro. Preso desde 2016, ele acumula cerca de 90 anos em condenações e continua influente no tráfico. A operação faz parte de uma ofensiva contra a facção, que controla várias favelas na Zona Sul do Rio. Ronaldinho enfrenta mais de 50 inquéritos, reforçando seu papel no crime organizado. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Principal alvo da operação que a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) deflagrou, nesta terça-feira, no Morro Dona Marta, em Botafogo, Zona Sul do Rio, Ronaldo Pinto Lima e Silva, o Ronaldinho Tabajara ou R9, está desde 2016 preso na penitenciária federal de Mossoró, no Rio Grande no Norte. Mas, segundo investigações da especializada, nem mesmo assim deixou de ditar ordem para traficantes do Comando Vermelho (CV), facção da qual é apontado como um dos principais chefes. O traficante foi preso em abril de 2003, após passar três anos foragido. Ronaldinho acumula quase 90 anos de condenações — a maior é de 2006, com pena de mais de 42 anos de prisão por tráfico e receptação no processo do caso Dona Vitória. Mas sua história no crime começa uma década antes dessa sentença. Segundo um relatório de inteligência da Polícia Civil, Ronaldinho Tabajara começou no crime nos anos 90, quando, junto de seu irmão, Raimundo Pinto, começou a comandar uma parte baixa do Dona Marta, em Botafogo. Na época, quem chefiava a parte alta dali era Márcio Amaro de Oliveira, o Marcinho VP. Atualmente, Ronaldinho é alvo de mais de 50 outros inquéritos policiais. Ele foi condenado em 2023 a 30 anos de prisão por mandar matar, também da cadeia, um traficante ex-aliado da Rocinha, comunidade também na Zona Sul. É na Zona Sul, aliás, que fica boa parte das favelas controladas por Ronaldinho. De acordo com um inquérito, o traficante segue “tendo o poder de decisão sobre todos os atos ilícitos que ocorrem”. Esse relatório conclui que “as comunidades do Dona Marta e da Ladeira dos Tabajaras ainda não experimentaram momentos de paz após a ascensão de Ronaldo Pinto Lima Silva ao poder paralelo do tráfico”. Em abril de 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a decisão que renovou a prisão de Ronaldinho Tabajara em cadeia federal até 2027. Naquele mesmo mês, a Polícia Civil realizou outra ofensiva no Dona Marte, na qual cinco pessoas morreram. A ação era para buscar envolvidos na morte do policial civil João Pedro Marquini, marido da juíza Tula Mello. Na ocasião, o alvo dos agentes foi Vinícius Kleber Di Carlantonio Martins, o Cheio de Ódio, um dos mortos em confronto. Ele tinha 30 passagens pela polícia, e teria participado do ataque contra o agente da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) em março de 2025, na Serra da Grota Funda, na Zona Oeste do Rio.
Saiba quem é Ronaldinho Tabajara, alvo de operação no Dona Marta; ele acumula quase 90 anos de condenações
Preso na penitenciária federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, ele é apontado como um dos principais chefes do Comando Vermelho








