O Mundial não está parando os EUA como parou Brasil em 2014, Rússia em 2018 e Catar em 2022. Mas, para quem achava que seria como em 1994, diria que estão até curtindo a Copa 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Torcedores dos EUA comemoram um dos gols da goleada sobre o Paraguai, em um bar em Nova York — Foto: Adam Gray / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/06/2026 - 00:23 Copa do Mundo 2023 nos EUA: Cresce Interesse e Acessibilidade Nos EUA, a Copa do Mundo de 2023 está sendo amplamente acompanhada, contrastando com 1994, quando muitos desconheciam o evento. Graças às transmissões gratuitas das gigantes FOX e Telemundo, os jogos estão em todos os lugares, desde elevadores até supermercados. Embora o país não esteja paralisado como em outras Copas, o evento capta a atenção dos americanos, que vibram até em atividades cotidianas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Nova York é uma cidade caótica e a rotina de cobertura desta Copa do Mundo tem sido exaustiva, nada parecido com o que eu tinha vivido na cobertura das Copas anteriores ou até mesmo em Olimpíadas e Eurocopas. Tudo é longe, tudo parece complicado, horas perdidas em engarrafamentos monstruosos onde o tempo voa, deixando a sensação de que você sempre podia ter feito mais. Conseguir parar para ver um jogo tem sido um desafio. A maioria eu ouço pelo rádio, em aplicativos de emissoras espanholas e brasileiras. Mas, diferentemente do que aconteceu no Mundial de Clubes ano passado, em que o desafio era encontrar um bar ou restaurante que estivesse transmitindo os jogos, esse ano a Copa está passando aqui em TODOS os lugares. Ontem, eu entrei em um elevador que estava passando França x Iraque naquela televisãozinha que muitas vezes colocam publicidade em cima dos botões em edifícios comerciais ou de escritório. Mas a cena mais pitoresca eu acompanhei no sábado em um supermercado, quando grande parte dos clientes parou de fazer suas comprar para acompanhar em uma televisão na área de alimentação da loja o final eletrizante de Alemanha x Costa do Marfim. Não havia um alemão ou costa-marfinense entre aqueles torcedores que vibravam, empolgadíssimos, ao ver a virada nos acréscimos da Mannschaft. Eram todos estadunidenses que mal sabiam que seleções estavam em campo, mas que, naquele espaço e tempo, foram tomados pelo espírito da Copa graças a uma tela aleatória em um mercado de um bairro requintado da cidade que nunca dorme. A “culpa” da Copa poder ser vista em todo lugar por aqui é da TV aberta. As gigantes FOX e Telemundo estão transmitindo praticamente todos os jogos no que os estadunidenses chamam de “free to air”, a anteninha, sem necessidade de TV a cabo, satélite ou assinatura. E como todas as lojas, recepções de hotéis, bares ou restaurantes parecem ter uma TV por aqui, todas essas TVs estão ligadas na Copa. É um contraste tremendo com o que foi o Mundial de Clubes no ano passado, quando os direitos de transmissão foram fechados às pressas para um canal de streaming que não era fácil de acessar. Aqui nos EUA, poucos jogos eram transmitidos e em canais que, inclusive, muitas vezes nem estavam disponíveis nos pacotes de muitos bares de esportes especializados do país. Para ver os jogos, era necessário procurar, procurar e procurar um pouco mais em um exercício que era verdadeiramente frustrante. Minha base foi a Filadélfia durante três semanas e a gente acabava voltando sempre ao mesmo bar para ver os jogos. A Copa não está parando os EUA como parou o Brasil em 2014, a Rússia em 2018 e o Catar em 2022. Mas, para quem achava que seria como em 1994, quando boa parte da população sequer sabia que o torneio estava sendo disputado no país, graças à democratização das transmissões, esse ano o estadunidense está mais do que ciente. Diria que está até curtindo a Copa. Da sua maneira, claro, vibrando com um gol da Alemanha enquanto escolhe um tomate ou uma cenoura. Mas, pelo menos, desta vez você sabe em cada esquina que a Copa do Mundo é aqui.
Diferentemente de 1994, os EUA estão curtindo a Copa
O Mundial não está parando os EUA como parou Brasil em 2014, Rússia em 2018 e Catar em 2022. Mas, para quem achava que seria como em 1994, diria que estão até curtindo a Copa






