0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Balogun marca dois gols para os Estados Unidos no primeiro tempo contra o Paraguai — Foto: Richard HEATHCOTE / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 09:43 EUA despontam como potenciais candidatos ao título da Copa do Mundo Tradicionalmente, apenas seleções favoritas como Brasil, Alemanha e Argentina conquistaram Copas do Mundo, mas o cenário pode estar mudando. Surpresas como a vitória da Grécia na Euro 2004 e o avanço dos EUA nas quartas de 2002 indicam que times fora do eixo tradicional podem chegar longe. Com jogadores talentosos e organização tática, os EUA, jogando em casa, têm potencial para disputar o título. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Todos os times que conquistaram Copas do Mundo até hoje estavam na lista de favoritos. Nunca uma surpresa chegou ao título. Por este motivo, França, Espanha, Argentina, Brasil, Alemanha, Inglaterra e até a eterna vice Holanda sempre integram a lista dos possíveis vencedores do Mundial. Incluiria a Itália se os italianos conseguissem superar as Eliminatórias. Pode até haver zebras no percurso, como os espanhóis empatarem com Cabo Verde ou a Argentina perder da Arábia Saudita. Na final, no entanto, um dos grandes levanta a taça. Tivemos já surpresas na Euro, com o inesperado título de uma mediana Grécia em 2004 contra Portugal. Tivemos a Croácia na final de 2018. Tivemos semifinalistas como a Bulgária em 1994 e a Turquia e a Coreia do Sul em 2002. Chegaram perto, mas acabaram derrotadas pelos grandes. No mesmo ano em que turcos e coreanos chegaram entre os quatro finalistas, prevaleceu a tradição com uma final entre Brasil e Alemanha. Não gosto de arriscar sobre quem será campeão. Detalhes decidem títulos. Quem poderia prever que Zico perderia um pênalti em 1986 e Baggio perderia outro em 1994? Falamos de dois dos maiores batedores da história. O erro de um levou à eliminação do Brasil. O erro do outro, ao título. Tenham certeza de que outros momentos singulares em jogos decisivos podem decidir o avanço ou o fracasso de uma seleção. Na Copa de 1994, em um fatídico 4 de julho, dia da Independência dos EUA, o Brasil enfrentou na Califórnia uma seleção norte-americana repleta de semiamadores e figuras carismáticas como Alexi Lalas, atualmente comentarista de futebol, Tony Meola e Cobi Jones. Haviam ganho da poderosa Colômbia de Valderrama, Rincón e Asprilla na primeira fase. Aquela partida das oitavas de final começou tensa. O gol não saía. Aos 41 minutos do primeiro tempo, Leonardo foi expulso por agressão a Tab Ramos. Com um a menos, começou a bater o desespero. Quem viu se lembra. O gol da vitória brasileira saiu apenas aos 27 minutos do segundo tempo, em passe de Romário para Bebeto. Poderíamos ter sido eliminados pelos EUA, que não tinham uma seleção boa. Em Copas posteriores, melhoraram e chegaram a disputar até as quartas de final em 2002, em uma campanha na qual venceram Portugal na primeira fase e eliminaram o México nas oitavas — foram derrotados pela Alemanha. Desta vez, os EUA jogam em casa e sua seleção demonstrou talento e organização tática contra o Paraguai. Vitória por 4 a 1 contra uma seleção que havia sofrido apenas dez gols em 18 jogos nas Eliminatórias sul-americanas e tem como zagueiro Gustavo Gómez, um dos ídolos do Palmeiras, vencedor de duas Libertadores. Podem discordar de mim, mas não vi nenhuma seleção acima da norte-americana. O maestro Pulisic tem a seu lado craques como Balogun, o filho de nigerianos nascido no Brooklyn e criado na Inglaterra, autor de dois gols. Não há nada que impeça essa seleção norte-americana, muito bem armada pelo técnico argentino Mauricio Pochettino, de avançar até a final e, quem sabe, ser campeã. Não é impossível que norte-americanos, japoneses, noruegueses sejam campeões. A diferença não é mais tão grande. Camisa não é mais garantia de título. Talvez os EUA percam da Turquia e Austrália e o leitor zombe de mim. Vamos ver.