Em evento da CNI, o senador alertou que o futuro presidente poderá indicar quatro novos ministros da Corte Senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência — Foto: Denio Simoes/Valor O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, disse que o Supremo Tribunal Federal (STF) "parece mais uma delegacia de polícia", durante evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta segunda-feira (22). A crítica foi feita em um momento em que o STF tornou seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), réu por tentativa de obstrução de justiça, e que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, cumpre pena pela tentativa de golpe de Estado. Nesse contexto, o senador do PL disse que o próximo Congresso será ainda mais de centro-direita, e que o STF poderá mudar, a depender do presidente que será eleito em outubro. "Com o Congresso eu sei conversar", afirmou. Flávio alertou que o futuro presidente poderá indicar quatro novos ministros da Corte. "Olha o que está em jogo a partir de outubro", afirmou. Em encontro com o setor produtivo, o presidenciável do PL se comprometeu com o equilíbrio fiscal, com a redução da carga tributária e voltou a negar a atuação junto à Casa Branca pelo novo "tarifaço" que recaiu sobre as exportadoras brasileiras. Flávio foi efusivamente aplaudido em vários momentos, a começar de quando afirmou que "a única certeza é que Lula não será mais presidente da República no ano que vem". Também foi ovacionado quando prometeu nomear para o Ministério da Fazenda um "economista de verdade", quando se comprometeu a perseguir o equilíbrio fiscal, a apoiar uma reforma tributária verdadeira, a cortar despesas, a reduzir as taxas de juros e a desburocratizar o país. O presidenciável do PL prometeu fazer um "tesouraço" a fim de revogar decretos, portarias e normas regulamentadoras e licenças que ampliariam a burocracia e dificultariam a competitividade. Ao citar o recente encontro com o presidente Donald Trump em Washington, Flávio voltou a afirmar que pediu para que as empresas brasileiras não fossem taxadas. Logo depois de sua visita à Casa Branca, os Estados Unidos editaram novo tarifaço contra o Brasil, e o PT atribuiu a sanção à conspiração da família Bolsonaro contra o Brasil. O senador fluminense acrescentou, no entanto, que pediu para que os Estados Unidos classificassem as facções como PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, o que se concretizou. Ele disse que se for eleito, fará essa classificação e intensificará o combate às facções, por meio do plano de segurança "Brasil sem Medo", que lançou na semana passada.