Catarinense foi eliminado por Ethan Ewing em sua última participação na Região dos Lagos como atleta do CT 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Em despedida do Circuito Mundial, Alejo Muniz celebra legado de resiliência após queda em Saquarema: ‘Só consigo pensar em gratidão’ — Foto: Lucas Guimarães RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/06/2026 - 14:43 Alejo Muniz se despede do Circuito Mundial da WSL aos 36 anos Alejo Muniz, surfista catarinense, despede-se do Circuito Mundial da WSL aos 36 anos, após ser eliminado em Saquarema por Ethan Ewing. Ele reflete sobre sua carreira marcada por resiliência e lesões, destacando a gratidão pelas conquistas e amizades formadas. Integrante da Brazilian Storm, Alejo planeja se dedicar à família e considera atuar como treinador no futuro. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A eliminação para o australiano Ethan Ewing no Vivo Rio Pro marcou mais do que o fim da participação de Alejo Muniz na etapa brasileira do Circuito Mundial. Aos 36 anos, o catarinense vive sua última temporada na elite da WSL e começou a se despedir de um palco que ajudou a construir sua história no surfe profissional. O resultado em Itaúna teve pouco a ver com frustração e muito com reflexão. Dias após deixar a competição, Alejo falou sobre o sentimento que tem carregado ao longo daquele que definiu como seu ano de despedida. — A única palavra que eu consigo pensar é gratidão. O que está representando essa etapa na minha carreira e na minha vida é algo que eu nem podia imaginar. Ver a alegria dos meus amigos, minha família aqui, todo mundo junto, está sendo muito especial — afirmou ao GLOBO durante entrevista em Saquarema. O veterano foi eliminado na segunda fase pelo australiano Ethan Ewing, encerrando sua trajetória competitiva em Saquarema. Ainda assim, a derrota acabou ficando em segundo plano diante das homenagens recebidas ao longo da semana. Alejo anunciou em fevereiro que 2026 seria sua última temporada no Championship Tour, encerrando uma carreira marcada por persistência, lesões e uma das histórias de retorno mais impressionantes do surfe brasileiro. Integrante da geração que ficou conhecida como Brazilian Storm, ele estreou na elite em 2011 e chegou a terminar sua primeira temporada entre os dez melhores do mundo. Depois, enfrentou uma sequência de lesões graves nos joelhos, perdeu espaço no Tour e passou oito anos tentando retornar ao circuito principal. O retorno só aconteceu em 2025, após conquistar novamente uma vaga pela Challenger Series. Curiosamente, Alejo admite que imaginava viver este último ano de forma mais leve. Na prática, porém, a competitividade continuou a mesma. — Antes de começar a temporada eu pensava que iria apenas curtir e aproveitar. Mas não tem jeito. Quando coloco a lycra, eu quero vencer. Aqui em Saquarema eu tentei ganhar minha bateria de qualquer jeito. A diferença, segundo ele, está no modo como passou a encarar cada etapa. — Eu sempre fui muito focado no próximo resultado, na próxima bateria. Se perdia, já estava pensando no campeonato seguinte. Neste ano estou conseguindo aproveitar mais os lugares, os amigos, as pessoas ao meu redor. Estou muito mais presente. A despedida em Saquarema ganhou um significado especial justamente pela presença da família e de amigos próximos. Durante a etapa, Alejo recebeu homenagens de colegas, dirigentes da WSL e pessoas que acompanharam sua trajetória desde o início. — Ver meus amigos reunidos, minha família aqui e até dirigentes da WSL usando uma camisa em homenagem a mim me dá muito orgulho. Tenho orgulho da forma como minha carreira foi construída. Isso vale mais do que qualquer troféu. Ao olhar para trás, Alejo acredita que existe uma palavra capaz de resumir sua caminhada: resiliência. — Quando decidi me aposentar, comecei a pensar na Brazilian Storm e no que cada atleta daquela geração deixou para o surfe. O Felipe deixou o talento, o Gabriel deixou a magia, o Ítalo deixou essa capacidade absurda de vencer. E eu fiquei pensando no que eu deixei. Acho que foi a resiliência e a disciplina. Essa percepção encontra respaldo na própria história do surfista. Depois de anos entre cirurgias, reabilitações e tentativas frustradas de retorno ao CT, ele protagonizou uma das voltas mais improváveis da elite mundial. Agora, com a aposentadoria se aproximando, os planos passam longe das longas viagens que marcaram sua vida profissional. — São mais de 20 anos viajando sem parar. Quero aproveitar meu filho, minha esposa. Eles são um dos grandes motivos para eu estar parando. Isso não significa uma despedida definitiva do surfe. Alejo revelou que gostou da experiência como comentarista e não descarta trabalhar futuramente como treinador. — A chama de ser técnico está começando a acender. Não para o ano que vem, mas talvez no futuro.
Em despedida do Circuito Mundial, Alejo Muniz celebra legado de resiliência após queda em Saquarema: ‘Só consigo pensar em gratidão’
Catarinense foi eliminado por Ethan Ewing em sua última participação na Região dos Lagos como atleta do CT






