A Octopus Energy, fornecedora de energia do Reino Unido, e a CATL (Contemporary Amperex Technoloy Limited), fabricante chinesa de baterias, vão construir uma rede europeia de centros de troca de baterias para camiões, anunciaram as empresas nesta segunda-feira.A rede será lançada no Reino Unido no próximo ano e prevê-se que, até 2035, conte com mais de 30 locais em toda a Europa, cada um dos quais com capacidade para atender milhares de veículos por dia, de acordo o anúncio feito por Greg Jackson, director executivo da Octopus Energy, na cimeira Energy Tech da empresa, em Londres.A ideia do projecto, denominado Swaptopus, é simples: em vez de os camiões eléctricos pesados esperarem várias horas para recarregar, podem entrar num dos centros das empresas e trocar a bateria descarregada por uma cheia. Segundo a Octopus Energy, o processo demorará “poucos minutos”. A iniciativa pretende também reduzir a dependência de petróleo importado, de acordo com o vídeo que acompanha o anúncio.
“Quando lançarmos isto no próximo ano, o custo total — camião mais combustível — será mais barato do que um camião a diesel hoje”, disse Greg Jackson durante a apresentação do projecto.O sector da troca de baterias ainda se encontra numa fase inicial a nível global, mas a China é, sem dúvida, o país que possui o modelo mais desenvolvido. A tecnologia é utilizada, sobretudo, em veículos pesados: em 2023, quase metade dos camiões eléctricos vendidos na China já estavam equipados com o sistema, segundo a Interact Anaysis.A CATL, que é a maior produtora de baterias para veículos eléctricos da China e de todo o mundo, já instalou mais de mil estações de troca de baterias no país, segundo o site ChargedEvs.Insucessos, vantagens e limitaçõesUm dos primeiros projectos de grande escala da tecnologia de troca de baterias foi o da empresa israelita Better Place, em 2007, que tentou implementar a solução em países como Israel e Dinamarca, com o objectivo de reduzir custos das baterias e acelerar o “abastecimento” dos veículos eléctricos. Apesar de ter recebido forte investimento, a empresa acabou por falir em 2013 devido à fraca adesão dos consumidores e à falta de apoio das fabricantes automóveis.Pouco depois, a Tesla também tentou introduzir a tecnologia, prometendo trocas de bateria em cerca de 90 segundos. No entanto, o projecto teve pouco sucesso e foi sendo gradualmente abandonado por falta de procura. Apesar destes insucessos, a China manteve o interesse na tecnologia e acabou por seguir uma estratégia própria para a troca de baterias.A principal vantagem do sistema é a rapidez; sobretudo quando comparada ao tempo necessário para carregar um veículo eléctrico. No entanto, a tecnologia ainda enfrenta várias limitações, como a falta de compatibilidade — as estações precisam de ser compatíveis com o sistema de baterias do carro e, por isso, apenas alguns modelos projectados para esse fim podem realizar a troca, o que restringe a sua utilização a determinados veículos.











