Território catari, que abriga uma importante base militar dos EUA, foi alvo de repetidos ataques iranianos com mísseis e drones durante a guerra envolvendo o Irã Esta imagem de satélite do Planet Labs PBC mostra a zona industrial de Ras Laffan no Catar em 6 de março de 2026. — Foto: Planet Labs PBC via AP Treze pessoas morreram e dezenas ficaram feridas após uma explosão no gigantesco complexo de gás natural liquefeito (GNL) de Ras Laffan, no Catar, ocorrida enquanto trabalhadores retomavam as operações interrompidas após um ataque iraniano em março. As autoridades informaram que um “acidente técnico” ocorreu na noite de domingo na unidade Barzan, responsável pelo fornecimento doméstico de gás. O Catar, que abriga uma importante base militar dos Estados Unidos, foi alvo de repetidos ataques iranianos com mísseis e drones durante a guerra envolvendo o Irã, conflito que chegou a interromper cerca de 20% do fornecimento global de GNL no Golfo antes da retomada gradual de alguns embarques. O Ministério da Energia do Catar informou, em comunicado, que 13 pessoas morreram e outras 66 ficaram feridas. Segundo a pasta, a capacidade de exportação da planta não foi afetada e não há risco ambiental. A QatarEnergy não detalhou em que parte da instalação ocorreu a explosão nem a extensão dos danos. Saad al-Kaabi, diretor-executivo da QatarEnergy e ministro da Energia do Catar, afirmou que uma investigação foi aberta para apurar o incidente. A explosão sacudiu janelas e pôde ser sentida em toda a região central de Doha, provocando pânico entre moradores a mais de 70 quilômetros de Ras Laffan. Desafios na retomada das operações O incidente evidencia os desafios enfrentados pelos produtores do Golfo para retomar a produção de petróleo e gás em instalações que foram paralisadas durante a guerra envolvendo o Irã. O Catar está entre os países mais afetados pelo fechamento do Estreito de Ormuz, já que não dispõe de rotas alternativas para exportar seu GNL. A retomada das operações de GNL é um processo particularmente complexo devido ao resfriamento gradual necessário para evitar choques térmicos. As unidades de liquefação não podem voltar a operar simultaneamente e precisam ser religadas de forma sequencial. No processo de liquefação — que transforma o gás em estado líquido ao resfriá-lo a aproximadamente 162 graus Celsius negativos — a etapa de resfriamento é considerada a mais crítica. A instalação fica na Cidade Industrial de Ras Laffan, complexo da QatarEnergy destinado à produção e exportação de GNL, com capacidade anual de produção de 77 milhões de toneladas. Um ataque iraniano com mísseis, em março, atingiu duas das principais unidades de processamento de gás do local, reduzindo cerca de 17% da capacidade de exportação de GNL do Catar. O presidente-executivo da QatarEnergy disse à Reuters que os reparos devem levar de três a cinco anos. A guerra também obrigou a empresa a retirar cerca de 10 mil trabalhadores de plataformas marítimas e unidades de processamento em terra. A companhia informou que não houve feridos no ataque com mísseis ocorrido em março.
Treze morrem e dezenas ficam feridos no Catar após explosão em complexo de GNL
Território catari, que abriga uma importante base militar dos EUA, foi alvo de repetidos ataques iranianos com mísseis e drones durante a guerra envolvendo o Irã










