Cerimônia contou apenas com o companheiro e um sobrinho-neto, conforme desejo do artista, que morreu aos 88 anos; obras serão doadas a instituições públicas e fundações 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Hockney posa no Museu da Orangerie, em Paris, em 7 de outubro de 2021, em frente à sua pintura 'Um ano na Normandia', uma obra de arte de 91 metros de comprimento pintada durante o confinamento em 2020 — Foto: AFP O funeral de David Hockney, considerado um dos artistas britânicos mais influentes da arte contemporânea, já foi realizado. A informação foi confirmada por sua assessora de imprensa, que informou que a cerimônia ocorreu de forma reservada, conforme o desejo do pintor, morto aos 88 anos no início do mês, em sua casa, em Londres. Apenas duas pessoas participaram da cerimônia: o companheiro de Hockney, Jean-Pierre Goncalves de Lima, e seu sobrinho-neto, Richard Hockney. Segundo a assessora de imprensa, os detalhes do funeral não foram divulgados para preservar a privacidade da família e das pessoas próximas ao artista. Também foi confirmado que uma série de homenagens será realizada no próximo ano em Londres, Los Angeles, Paris e Yorkshire. A primeira cerimônia ocorrerá na capital britânica durante a primavera do Hemisfério Norte. Depois, haverá eventos em Los Angeles e Paris, cidades onde Hockney viveu em diferentes momentos da carreira, além de Yorkshire, onde nasceu. Veja fotos da vida e carreira do pintor britânico David Hockney 1 de 14 Rainha Elizabeth II da Grã-Bretanha (à esquerda) entrega a Ordem do Mérito ao artista britânico David Hockney no Palácio de Buckingham, em Londres, em 22 de maio de 2012 — Foto: AFP 2 de 14 Hockney em frente a pintura "A Chegada da Primavera em Woldgate, East Yorkshire, em 2011", uma obra composta por uma colagem de várias pinturas, que ele doou ao museu — Foto: AFP X de 14 Publicidade 14 fotos 3 de 14 Hockney posa no Museu da Orangerie, em Paris, em 7 de outubro de 2021, em frente à sua pintura "Um ano na Normandia", uma obra de arte de 91 metros de comprimento pintada durante o confinamento em 2020 — Foto: AFP 4 de 14 Príncipe Charles da Grã-Bretanha (à esquerda) conversa com o artista britânico David Hockney durante uma visita ao Museu de Arte do Condado de Los Angeles em 3 de novembro de 1994 — Foto: AFP X de 14 Publicidade 5 de 14 Artista em frente à sua pintura "Fred e Marcia Weisman" durante uma sessão de fotos no Centro Pompidou, em Paris, em 16 de junho de 2017 — Foto: AFP 6 de 14 Hockney posa com suas obras "Card Players #3 2014" (E) e "A Bigger Card Players 2015" em uma prévia para a imprensa de sua nova exposição intitulada "Pintura e Fotografia", no centro de Londres, em 14 de maio de 2015 — Foto: AFP X de 14 Publicidade 7 de 14 Artista britânico David Hockney posa em frente à sua pintura intitulada 'Sr. e Sra. Clark e Percy' (1970) na National Portrait Gallery em Londres, em 11 de outubro de 2006 — Foto: AFP 8 de 14 Ativista antitabagista Stuart Holmes (à esquerda) interrompe uma sessão de fotos do artista britânico e defensor do combate ao tabagismo David Hockney na Conferência do Partido Trabalhista em Brighton, em 28 de setembro de 2005 — Foto: AFP X de 14 Publicidade 9 de 14 Hockney em frente a pintura "Interior de Estúdio nº 4 2014-2015" em uma prévia para a imprensa de sua nova exposição intitulada "Pintura e Fotografia", no centro de Londres, em 14 de maio de 2015 — Foto: AFP 10 de 14 Hockney posa em frente à sua obra "As Cadeiras" durante uma prévia para a imprensa de sua nova exposição intitulada "Pintura e Fotografia", no centro de Londres, em 14 de maio de 2015 — Foto: AFP X de 14 Publicidade 11 de 14 Pintor britânico posa no Museu da Orangerie, em Paris, em 7 de outubro de 2021, em frente à sua pintura "Um ano na Normandia", uma obra de arte de 91 metros de comprimento pintada durante o confinamento em 2020 — Foto: AFP 12 de 14 David Hockney repintou sua piscina e a assinou e datou em 8 de julho de 2017 — Foto: Nathanael Turner / New York Times X de 14 Publicidade 13 de 14 Pintor britânico posa no Museu da Orangerie, em Paris, em 7 de outubro de 2021, em frente à sua pintura "Um ano na Normandia", uma obra de arte de 91 metros de comprimento pintada durante o confinamento em 2020 — Foto: Nathanael Turner / New York Times 14 de 14 Hockney em uma retrospectiva de suas obras no Metropolian Museum of Art, em Nova York, em 20 de dezembro de 2017 — Foto: Charlie Rubin / New York Times X de 14 Publicidade Artista que transformou piscinas californianas, paisagens rurais e até desenhos feitos em iPad em obras marcantes da arte contemporânea, morreu aos 88 anos A assessora de imprensa Erica Bolton afirmou que as homenagens ocorrerão "de acordo com os desejos de David". Obras serão doadas para preservar legado A maior parte das obras de David Hockney também será doada a fundações e instituições públicas em diferentes partes do mundo. Segundo a assessoria, a iniciativa tem como objetivo preservar o legado do artista. Clássico da arte queer, a cena do mergulho reflexivo inspirou “Retrato de um artista (Piscina com duas figuras)”, de David Hockney e pontua várias cenas de “Dueto dos ausentes” — Foto: Reprodução Ao longo de uma carreira de sete décadas, Hockney ficou conhecido por obras vibrantes e inovadoras, como as paisagens de Yorkshire, as pinturas de piscinas em Los Angeles e os retratos de amigos e familiares produzidos em iPad. Uma das principais referências da pop art nos anos 1960, o artista manteve ampla popularidade ao longo da vida. Em 2018, a pintura Portrait of an Artist (Pool With Two Figures) foi vendida por quase £ 70 milhões, estabelecendo um recorde para uma obra de um artista vivo. Entre seus trabalhos mais conhecidos também estão The Splash e A Bigger Splash. Homenagens continuam em museus e instituições A morte de Hockney provocou homenagens de artistas, do primeiro-ministro britânico e da família real. O rei Charles III afirmou estar "profundamente entristecido" e descreveu Hockney como "um gigante do mundo da arte e da pintura, um verdadeiro filho de Yorkshire e um querido amigo e inspiração para tantos". Califórnia, do artista britânico David Hockney — Foto: BEN STANSALL / AFP A artista Dame Tracey Emin definiu Hockney como "um grande artista e um homem maravilhoso que, por meio do poder da arte, mudou a percepção do que significa ser britânico. Um homossexual assumido e fumante inveterado, que levantou essa bandeira mais alto do que qualquer outro artista britânico". Já o então primeiro-ministro, Keir Starmer, afirmou que Hockney foi "um dos artistas mais celebrados do Reino Unido". Uma exposição com obras do artista permanece em cartaz até agosto na Serpentine Galleries, nos Jardins de Kensington, em Londres. No próximo ano, quando Hockney completaria 90 anos, a Tate Modern apresentará uma instalação multimídia, enquanto a Tate Britain sediará uma mostra dedicada a toda a trajetória do artista.