Declaração de Roberto Carlos sobre gestão de jogadores não encontra respaldo na comissão técnica 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ancelotti conversa com Kaká, Rivaldo e Bebeto após vitória da seleção brasileira na Copa do Mundo — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/06/2026 - 01:49 Ancelotti mantém autonomia na Seleção, sem interferência de ex-jogadores. Carlo Ancelotti mantém relações cordiais com ex-campeões mundiais, mas não permite interferências externas na gestão da seleção brasileira. Apesar das afirmações de Roberto Carlos sobre a participação de ícones como Cafu e Ronaldo no gerenciamento do time, a CBF nega qualquer envolvimento desses ex-jogadores nas decisões técnicas. As visitas desses craques à delegação são vistas como gestos de camaradagem, sem impacto nas operações esportivas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A declaração de Roberto Carlos de que campeões mundiais estariam ajudando Carlo Ancelotti na gestão da seleção brasileira não encontra respaldo nos bastidores da CBF. Embora o treinador italiano mantenha boa relação e receba ex-jogadores da seleção quando eles visitam a delegação, pessoas envolvidas no dia a dia do time negam qualquer participação desses nomes na condução do trabalho. Em entrevista à ESPN Argentina, Roberto Carlos afirmou que figuras como Cafu, Ronaldo, Kaká, Bebeto e Ricardo Rocha estariam "apoiando e ajudando a gerenciar um grupo de jovens jogadores". A fala surgiu depois de Ancelotti publicar uma foto ao lado de Alisson, Kaká e Bebeto, com a legenda "conversa pós-jogo".Nos bastidores, porém, a avaliação é de que houve um exagero na descrição do papel desses ex-atletas. O blog apurou que os únicos campeões mundiais que efetivamente visitaram a delegação foram Bebeto, Ronaldo e Rivaldo, ainda nos Estados Unidos. As visitas ocorreram em clima de cortesia e confraternização, sem qualquer envolvimento em decisões esportivas ou na rotina da comissão técnica. Ancelotti trabalha exclusivamente com a estrutura já montada pela seleção. O técnico conversa diariamente com seus auxiliares e dirigentes responsáveis pelo futebol, sem recorrer a aconselhamento externo de ex-jogadores. Até por que notou que parte dos campeões mundiais costuma fazer críticas públicas à atual geração da seleção, o que tornaria improvável qualquer papel ativo na gestão do elenco. Além disso, alguns deles sequer possuem relação próxima com Ancelotti. Ricardo Rocha, por exemplo, nunca trabalhou com o treinador italiano. A presença de ex-craques em jogos da seleção segue sendo vista como algo positivo pela CBF, que recebe de portas abertas nomes históricos do futebol brasileiro. Isso, no entanto, está longe de representar participação na condução do grupo ou influência sobre as decisões de Ancelotti. A gestão do elenco e do ambiente interno continua restrita à comissão técnica e aos profissionais que integram oficialmente a delegação brasileira.