Quatro anos após erguer o troféu no Catar, craque argentino passou por mudanças sutis em carga de jogos e movimentação em campo, mas segue com faro de gol em alta 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Messi em treinamento da Argentina na véspera da partida contra a Áustria, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo — Foto: Juan Mabromata/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/06/2026 - 22:19 Messi Brilha aos 39 Anos e Busca Recorde na Copa de 2026 Aos 39 anos, Lionel Messi continua decisivo para a Argentina na Copa de 2026, após ajustes em sua carga de jogos e movimentação em campo. Em sua estreia contra a Argélia, marcou três gols, demonstrando que as ações ofensivas da equipe passam por seus pés. Messi, que agora joga nos EUA, tem lidado com mais lesões, mas mantém alto desempenho, com 46 gols em 2025. Com um gol contra a Áustria, poderá superar o recorde de 16 gols de Miroslav Klose em Copas do Mundo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Prestes a fazer 39 anos, depois de amanhã, Lionel Messi “há 20 anos joga bem toda santa partida”, como descreveu o técnico Lionel Scaloni após a estreia da Argentina na Copa de 2026. Mas passou por ajustes sutis para manter o alto nível nesta edição, na qual poderá se isolar na artilharia histórica de Mundiais, hoje, às 14h (de Brasília), contra a Áustria — basta um gol para superar os 16 do alemão Klose. Ao fazer três gols na estreia contra a Argélia, Messi gerou mais uma vez a sensação, recorrente em sua carreira, de que todas as ações ofensivas da Argentina passam pelos seus pés. O que é corroborado pelos números: ele foi responsável por quatro das seis finalizações corretas da Argentina no jogo. Mas também é fato que, aos 38 anos, o craque se habituou a esperar mais a bola, para estar inteiro toda vez que ela for a seu encontro. Em sua estreia na Copa de 2026, Messi ficou solto pelo ataque, com pouquíssimas obrigações defensivas, assim como já havia atuado no Mundial do Catar há quatro anos. Contra a Argélia, ele correu um pouco menos do que na estreia de 2022, diante da Arábia Saudita, quando fez 72 corridas de “alta velocidade”, entre 15km/h e 20km/h, segundo a classificação da Fifa. Já na estreia de 2026, ele deu 60 piques desse tipo. Naquela Copa, há quatro anos, Messi passou a correr mais depois do susto com a derrota para a Arábia Saudita na primeira rodada. Nos jogos seguintes da fase de grupos — as dramáticas vitórias sobre México e Polônia —, ele deu quase 40 sprints, isto é, corridas de 20 km/h ou mais. Na final, contra a França, foram 60 piques. Já na estreia em 2026, contra a Argélia, foram 29 corridas assim. Para o técnico Scaloni, que já estava à frente da Argentina em 2022, Messi hoje se sente mais confortável na seleção, mas segue com apetite de ser campeão. — Ele encontrou uma melhor naturalidade na seleção, sabendo que tem ao lado um grupo de amigos, pessoas que o veem como se fosse um Deus, mas também como um garoto do bairro — analisou Scaloni. Infográfico mostra o número de jogos, gols e lesões de Messi em diferentes ciclos de Copas do Mundo — Foto: Editoria de Arte Outra diferença sutil, mas significativa do novo momento da carreira de Messi, foi o fato de ter sido substituído por Scaloni após fazer o terceiro gol diante da Argélia. Trata-se de uma raridade com ele, que sempre teve o costume de ficar em campo do início ao fim. Até então, ele só havia sido substituído duas vezes em Mundiais: contra a Nigéria, na Copa de 2014, e contra a Holanda, em 2006. No título de 2022, Messi passou o tempo todo em campo pela Argentina, inclusive em jogos com extenuantes prorrogações, como nas quartas de final contra a Holanda e na final contra a França. A mudança do Paris Saint-Germain (FRA) para o Inter Miami (EUA), depois da Copa de 2022, também permitiu a Messi dosar o esforço, já que a liga americana tem menor exigência do que o futebol europeu. Esta troca de cenário ocorreu numa fase de carreira em que o argentino tem convivido mais com lesões: foram 13 no ciclo pré-Copa de 2026, segundo dados compilados pelo site Transfermarkt. Ao todo, Messi perdeu 35 jogos por clube e seleção nos últimos quatro anos por lesões. O índice só é comparável ao do início de sua carreira, no Barcelona (ESP), quando o acúmulo de lesões era explicado pela fragilidade física de um craque ainda em formação. Ainda assim, Messi teve em 2025 uma temporada com números comparáveis ao período pré-Copa de 2022. Com o avanço do Inter Miami às semifinais da Liga dos Campeões da Concacaf e às oitavas do Mundial de Clubes no ano passado, ele acumulou 54 partidas e balançou as redes 46 vezes, somando com as partidas pela seleção. Foram os melhores números de Messi desde 2019, quando ainda vestia a camisa do Barcelona, e marcou 54 gols em 58 partidas. — Até que ele queira, será o melhor. Há 20 anos ele faz isso em todo santo jogo, e é emocionante vê-lo, de verdade — elogiou Scaloni após a estreia na Copa. Se bater a Áustria nesta segunda-feira, a seleção argentina garante vaga na segunda fase com uma rodada de antecedência.