PUBLICIDADE Ginasta competiu apenas no salto e quer mudar série nas paralelas de olho no Mundial 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Rebeca Andrade, no salto no Pan-Americano de Ginástica Artística, no Rio — Foto: RICARDO BUFOLIN / PANAMERICA PRESS RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/06/2026 - 12:37 Rebeca Andrade celebra ouro no Pan e mira pódio no Mundial Após conquistar o ouro no salto no Pan-Americano de Ginástica Artística, Rebeca Andrade celebrou seu retorno às competições com orgulho, destacando sua tranquilidade e determinação em treinar mais. A ginasta, que voltou aos treinamentos em janeiro após um hiato, pretende se dedicar a todos os aparelhos, exceto o solo, visando o Mundial. Com a prata por equipes no Pan, Rebeca visa modificar sua série nas paralelas em busca do pódio no Campeonato Mundial. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Após conquistar o ouro no salto no Pan-Americano de Ginástica Artística, neste domingo, Rebeca Andrade disse vai comemorar sua performance com os amigos e depois treinar mais e mais. Ela afirmou que se sente "orgulhosa" com o que conseguiu nesta competição e que se der, pretende retomar os treinamentos para "todos os aparelhos, menos o solo". Com a seleção, ela foi ainda medalhista de prata por equipes neste Pan: — Ah, eu vou sair com os meus amigos e vou aproveitar esse momento, né? Porque eu acho que também mereço — falou a ginasta, que respondeu sobre o que este Pan representou a ela: — Que eu estou de volta, que vale a pena, que eu estou tranquila, que eu ainda posso entregar o melhor e que eu tenho que treinar mais e mais também. Isso faz parte, esta tudo certo. Estou no lugar certo. Rebeca teve período sabático de cerca de um ano e meio e voltou aos treinamentos de fato em janeiro. Primeiro focou apenas no salto. Segundo Francisco Porath, o Chico, técnico da seleção brasileira feminina de ginástica artística, para a ginasta voltar a competir em outro aparelho, fará novo treinamento específico. Rebeca foi a última a se apresentar no salto neste domingo de finais do Pan-Americano. Executou o Yurchenko com dupla pirueta e o Lopez. Ficou com de média de 14.266. A medalha de prata foi para a canadense Lia Monica Fontaine (14.249) e o bronze, para americana Claire Pease (13.916). Na fase de classificação, Rebeca já havia feito a melhor nota com estes dois saltos, com 14.549 de média no geral. Rebeca Andrade em ação no Pan-Americano, no Rio: ouro no salto — Foto: MeloGym/CBG Sobre a sua apresentação nesta final, ela foi crítica consigo mesma. — Eu queria assistir antes para dar um parecer melhor, mas a minha dupla pirueta eu achei que foi normal. Mas o meu segundo salto (Lopez), achei que não fosse dar. Eu corri mal, entrei mal... Pensei "Meu Deus, não vai dar". Mas, no meio do salto, eu falei: "Vai dar sim, minha filha. Você vai acertar essa porcaria" (risos). No final, deu tudo certo. Estou muito orgulhosa da competição de um modo geral. Erros fazem parte mas estou aí, de volta. Rebeca comentou que o período mais difícil foi o recomeço, em janeiro, quando teve de se dedicar por cerca de três meses à fisioterapia. E que agora "é só manter". Ela agora, que está de volta, gostaria de se dedicar aos outros aparelhos, menos ao solo. — Acho que é importante a gente voltar a fazer todos os aparelhos. Eu quero estar bem, quero estar bem preparada para me apresentar da melhor maneira possível. Porque se precisarem de mim e eu não estiver pronta, o que eu vou fazer? — comentou Rebeca. — Eu fui para o ginásio e não tem tanto tempo assim, sabe? Então eu realmente estou impressionada com o que eu fiz aqui. Por isso que eu estou tão orgulhosa. Não que eu não estivesse pronta. O Chico não me colocaria para uma competição na qual ele não tivesse certeza de que eu me apresentaria bem e de que eu me sentiria segura. Rebeca disse que vai depender do treinador se ela fará as paralelas, seu aparelho favorito, no Campeonato Mundial, em Roterdã, em outubro. Ela mudará a série visando o pódio. A seleção brasileira feminina conquistou vaga para o Mundial após a prata por equipes neste Pan-Americano. — Meus próximos passos serão treinar mais e mais. Tem Campeonato Brasileiro, Copa do Mundo e Mundial. Não sei qual será a equipe, mas espero fazer parte de todas. Esse ano é importante porque já vale vaga olímpica (Mundial) — declarou. — Pretendo mudar a minha série das paralelas porque eu entendo que, apesar da minha série ser muito boa, é muito difícil de eu conquistar uma medalha. Então a gente vai mudar a composição. Ainda não sei ao certo como a gente vai fazer, mas já estou preparando a parte básica. Rebeca também foi perguntada sobre o seu papel na seleção, após período longe. A ginasta respondeu: — Eu acho que as pessoas podem me usar muito, não só dentro do ginásio, mas como experiência também, né? Eu, apesar de ter tirado o solo agora, era uma atleta que amava fazer individual geral. Eu só não faço mesmo por conta das minhas dores. Mas, quando as meninas estão lá, a forma como eu consigo conversar com elas, de falar "você consegue"... porque elas podem. É muito legal poder fazer parte de tudo isso. É uma geração nova que está vindo para mim.