Sucessor de Ronaldo Caiado (PSD) lidera corrida eleitoral no estado em meio à profusão de pré-candidaturas ao Senado na base governista 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Luis Cesar Bueno (E); Adriana Accorsi; Marconi Perillo; Aava Santiago (D) — Foto: Divulgação/Alego; Mário Agra/Câmara dos Deputados; Edilson Rodrigues/Agência Senado; e Gabinete/Câmara dos Vereadores de Goiânia RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 20/06/2026 - 21:01 Campanha de Lula em Goiás enfrenta incertezas e críticas internas a poucos meses das eleições A menos de quatro meses das eleições, a campanha de Lula em Goiás enfrenta indefinições, sem uma chapa majoritária consolidada do PT. Isso gera críticas internas e dificuldades em competir com candidaturas adversárias já estabelecidas. Daniel Vilela (MDB) lidera a corrida ao governo, sustentando a popularidade de Ronaldo Caiado. O PT busca rearticular-se, mas enfrenta desafios na construção de alianças e na recuperação do tempo perdido. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A menos de quatro meses das eleições, o palanque do presidente Lula está indefinido em Goiás. O estado é um dos poucos em que o PT ainda não possui uma chapa majoritária encaminhada, já que os principais quadros locais rechaçam a possibilidade de concorrer ao governo. A demora é criticada por membros do partido e de siglas aliadas, que apontam a ausência de construção coletiva, possíveis prejuízos para o projeto de reeleição de Lula e, ainda, ressaltam a dificuldade de recuperar o tempo perdido frente a outras pré-candidaturas já consolidadas. No campo adversário, o governador Daniel Vilela (MDB) assumiu o comando do estado no fim de março e herdou a popularidade e alta aprovação da gestão de Ronaldo Caiado (PSD), que deixou o cargo para concorrer à Presidência. Ao contrário da esquerda, a base governista enfrenta uma profusão de pré-candidaturas ao Senado com o endosso do ex-governador. A indefinição no PT ocorre porque a presidente do diretório local, a deputada Adriana Accorsi, descartou concorrer ao Palácio das Esmeraldas para priorizar um novo mandato na Câmara. Indicada como o principal nome do partido, ela é criticada por petistas do estado, que questionam sua condução nas articulações que culminaram na falta de um projeto robusto. Dentre os aliados, a aposta era Aava Santiago (PSB), vereadora de Goiânia. Com grande alcance nas redes e influente entre mulheres evangélicas, ela chegou a ser recebida por Lula no Palácio do Planalto, mas prioriza trabalhar para eleger deputados estaduais e federais. O PSB tem três nomes na Assembleia Legislativa, assim como o PT, e busca conquistar cadeiras em Brasília, onde os petistas já contam com dois parlamentares. Atualmente, o PT trabalha pela pré-candidatura do ex-deputado Luis Cesar Bueno. — Isso não foi demora, não é indefinição. Foi uma tática que mostra que houve prudência e cautela, uma expectativa de ampliar Ao máximo o palanque — rebate Bueno. O ex-deputado é visto com desconfiança por correligionários. Petistas consideram Bueno, que está sem mandato desde 2019, um “palanque inexpressivo”. Bueno diz que uma das razões para postergar a decisão foi a espera pelo ex-governador Marconi Perillo (PSDB). O PT procurou o adversário histórico para firmar uma aliança a partir do entendimento de que, no cenário atual, ele representa uma opção mais ao centro. A movimentação, porém, foi frustrada. Partidos aliados como o PSB, presidido por Aava, questionam a condução do PT no estado. A vereadora afirma que soube da escolha petista pela imprensa e que as conversas para fechar o apoio a Bueno ainda estão em andamento. A sigla lançou na última quarta-feira a pré-candidatura ao Senado da ex-deputada Isaura Lemos. A última pesquisa Genial/Quaest, divulgada no fim de abril, mostrou que Vilela aparecia com folga à frente no principal cenário da corrida ao governo, com 33%. Ele era seguido por Marconi, com 21%. Testada, Adriana apareceu com 10%, e o senador Wilder Morais (PL), 9%. 'O voto nos estados': Por dentro da eleição em Goiás — Foto: Editoria de Arte Continuidade Vilela aposta no sentimento de continuidade da gestão de Caiado, que saiu com aprovação de 84%. Após o rompimento com o PL, que optou por lançar a pré-candidatura de Wilder, o ex-governador ampliou sua base e buscou o apoio de integrantes do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, além de lançar quatro nomes ao Senado, todos de partidos distintos. A primeira-dama Gracinha Caiado, favorita nas pesquisas, disputará pelo União Brasil. Também integram a composição o senador Vanderlan Cardoso (PSD), o deputado Zacharias Calil (MDB), e o ex-ministro das Cidades Alexandre Baldy (PP). Ronaldo Caiado e Daniel Vilela — Foto: Reprodução/Instagram No início deste mês, o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Gustavo Mendanha também lançou sua pré-candidatura pelo PRD. Ele é aliado de Vilela e ficou em segundo lugar na disputa pelo governo em 2022, mas ainda não definiu se irá compor com o emedebista. Governador por quatro mandatos, Marconi ainda não definiu as outras três vagas de sua chapa. A avaliação de interlocutores é que o tucano aguarda os dissidentes da base governista, que podem ficar insatisfeitos com o excesso de pré-candidaturas. Mais à direita, o nome de Wilder ficou marcado por divergências internas no PL, já que uma ala do partido — comandada pelo deputado e pré-candidato ao Senado Gustavo Gayer — defendia uma composição com Caiado. Ambos encontram dificuldade de ganhar tração, o que, segundo a avaliação de membros do partido, também é reflexo da ausência de harmonia na sigla. A expectativa entre os mais otimistas é que o lançamento da chapa no próximo dia 27, em Goiânia, possa melhorar a performance eleitoral do grupo a partir do endosso do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que estará presente. Além de Gayer, serão lançadas as pré-candidaturas ao Senado de Oséias Varão (PL), vereador de Goiânia, e do ex-deputado Delegado Humberto Teófilo (Novo). A composição é a única que já definiu a vaga de vice: Ana Paula Rezende (PL), filha do ex-governador e ex-ministro Iris Rezende. Wilder Morais — Foto: Waldemir Barreto /Agência Senado
'O voto nos estados': Indefinições travam palanque de Lula em Goiás
Sucessor de Ronaldo Caiado (PSD) lidera corrida eleitoral no estado em meio à profusão de pré-candidaturas ao Senado na base governista












