Permitam que comece esta reflexão sobre a Copa do Mundo com uma nota sobre preposições. Quem não sabe gramática não entende de futebol, pelo que este introito é necessário.
Acompanhem-me: na frase "a família do João", a preposição "de" indica a família a que o João pertence; mas, na frase "o carro do João", a mesma preposição aponta um objeto que pertence ao João. Num caso, é o João que pertence à família; no outro, é o carro que pertence ao João.
Na frase "a equipe de Cristiano Ronaldo", a preposição "de" significa, ao que parece, as duas coisas. A seleção portuguesa é, simultaneamente, aquela a que Ronaldo pertence e também pertence a Ronaldo. Ele é seu proprietário.
Só isso explica que, aos 41 anos, e com o rendimento que apresenta, ele mantenha o seu lugar no 11 inicial. Em Portugal, muita gente mantém a esperança de que Ronaldo faça uma Copa brilhante, o que é altamente improvável.
Basta ver a quantidade de jogadores de 41 anos que disputaram Copas, e quantos desses fizeram Copas brilhantes. É um conjunto de zero elementos.











