O Brasil quer construir uma aliança com Argentina e Paraguai para tentar diminuir a histórica resistência da Europa aos biocombustíveis —como o etanol ou SAF (de aviação)— vindos da América Latina.
O movimento acontece em um momento no qual a União Europeia trabalha em duas pautas que podem dificultar a importação desses combustíveis sustentáveis.
Para os países da América Latina, o interesse é expandir as vendas para um grande mercado consumidor e que, nos últimos anos —sobretudo desde as guerras da Ucrânia e no Irã— vem reduzindo o consumo de fósseis.
Jerônimo Goergen, ex-deputado federal e hoje presidente da Aprobio (Associação Brasileira de Biocombustíveis), afirma que ainda é necessário alinhar um discurso, uma vez que Brasil, Paraguai e Argentina usam matérias-primas distintas nas suas respectivas produções.
Se os argentinos baseiam seus combustíveis na soja, o agro brasileiro prefere o milho ou a cana-de-açúcar. "Queremos buscar uma unificação de posição", diz.











