Famílias menores, novas dinâmicas de convivência e mudanças na rotina urbana levam empresas do setor a adaptar processos, espaços e formas de acolhimento. 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Tiago Schietti — Foto: Divulgação As transformações vividas pelas famílias brasileiras nas últimas décadas passaram a produzir reflexos em diferentes setores de serviços, incluindo um dos mais sensíveis da sociedade: o funerário. Mudanças na estrutura familiar, na mobilidade das pessoas e na dinâmica das grandes cidades vêm alterando expectativas relacionadas ao acolhimento, à organização das cerimônias e ao suporte oferecido em momentos de perda. Para empresas do segmento, compreender essas mudanças tornou-se parte importante da evolução dos serviços. Mais do que adaptar estruturas físicas, o desafio passou a envolver a capacidade de responder a novas necessidades das famílias em um contexto social cada vez mais diverso. Novas configurações familiares criam demandas diferentes O perfil das famílias brasileiras mudou. Lares menores, parentes vivendo em cidades distintas e rotinas mais intensas passaram a influenciar a forma como momentos de despedida são planejados e vivenciados. Em muitos casos, a distância geográfica entre familiares exige soluções que facilitem a participação de pessoas que não conseguem estar presentes fisicamente. Em outros, a necessidade de organizar cerimônias em prazos mais curtos exige processos mais eficientes e atendimento preparado para oferecer suporte em situações delicadas. Segundo Tiago Schietti, essas transformações levaram empresas do setor funerário a repensar práticas tradicionais e desenvolver modelos de atendimento mais compatíveis com a realidade das famílias contemporâneas. Acolhimento passou a ganhar ainda mais importância Embora a tecnologia tenha ampliado possibilidades de comunicação, o fator humano continua ocupando papel central nos serviços funerários. Por isso, muitas empresas passaram a investir em treinamento de equipes e aperfeiçoamento dos processos de atendimento. A busca por informações mais claras, orientação durante etapas burocráticas e apoio em momentos emocionalmente difíceis tornou-se uma demanda cada vez mais presente entre as famílias. Para Tiago Schietti, a capacidade de oferecer atendimento acolhedor e eficiente passou a representar um diferencial importante em um setor que lida diariamente com situações de grande sensibilidade. Tecnologia ajuda a aproximar pessoas As ferramentas digitais também começaram a ocupar espaço dentro dos serviços funerários. Recursos voltados à comunicação, organização de informações e transmissão de cerimônias passaram a ser utilizados para facilitar a participação de familiares e amigos que estão distantes. Essas soluções não substituem a presença física, mas ampliam possibilidades de conexão em um cenário marcado pela dispersão geográfica das famílias e pela intensificação da mobilidade urbana. Ao mesmo tempo, a digitalização tem contribuído para tornar processos internos mais organizados e acessíveis, beneficiando tanto empresas quanto usuários dos serviços. Setor acompanha transformações da sociedade As mudanças observadas no comportamento das famílias fazem parte de um processo mais amplo de transformação social. E, assim como ocorre em outros segmentos de serviços, o setor funerário também passou a adaptar estruturas, procedimentos e formas de atendimento para acompanhar essas novas realidades. Nesse contexto, compreender as expectativas das famílias tornou-se um elemento fundamental para a evolução do segmento. Para Tiago Schietti, a tendência é que o atendimento funerário continue incorporando soluções capazes de combinar acolhimento, eficiência e adaptação às mudanças que vêm redefinindo a vida urbana e as relações familiares no Brasil.
Tiago Schietti, empresário do setor cemiterial e funerário, aborda como mudanças nas famílias transformam o atendimento funerário
Famílias menores, novas dinâmicas de convivência e mudanças na rotina urbana levam empresas do setor a adaptar processos, espaços e formas de acolhimento.








