Lula 3 anunciou uma linha de crédito, que no total pode chegar a R$ 4 bilhões, para financiar a compra de motos e bicicletas elétricas por entregadores com carteira assinada e motoristas de aplicativo. É mais uma das bondades do ano eleitoral, incluindo capacetes de graça para mulheres.

Tecnocratas calculam que há um público potencial entre 700 mil e 1,2 milhão de entregadores em todo o país. O número parece subestimado. Basta olhar para as ruas cheias de motos em zigue-zague e alta velocidade.

Nunca houve tanta gente trabalhando no setor de transporte e entregas, a chamada economia de plataformas digitais. O resultado é o caos no trânsito das médias e grandes cidades, além dos acidentes que atualmente representam 7 em cada 10 atendimentos por trauma nas redes municipais de saúde —um problemão até agora desprezado pelas autoridades.

Lula tenta entender e se aproximar do novo mundo do trabalho. Muitas pessoas, em especial as mais jovens, não se definem como trabalhadores, mas como empreendedores. Rechaçam a ideia de trabalhar com carteira assinada.

O Congresso Nacional não quer modernizar-se. Sua meta é eternizar-se. Sabe quem deve favorecer —empresários com direito a lobbies e bancadas. Igual ao Executivo, não dá a mínima para as contas públicas.