Medida se soma a pacote de bondades da gestão Lula em ano eleitoral Governo planeja linha de crédito para entregadores — Foto: Edilson Dantas / O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 09/06/2026 - 20:16 Governo Lula lança crédito de R$ 4 bi para entregadores de moto O governo do presidente Lula planeja uma linha de crédito subsidiada de R$ 4 bilhões para entregadores de motocicletas, visando facilitar a compra ou substituição de motos. Os beneficiários devem prestar serviço para plataformas como iFood por pelo menos seis meses. A medida, parte de um pacote de estímulos em ano eleitoral, também considera o uso de recursos de um fundo garantidor e a possibilidade de adquirir motos elétricas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara uma linha de crédito subsidiado (com juros mais baixos) para facilitar a compra de produtos em ano eleitoral. Depois dos motoristas de aplicativos, o foco do Executivo será motociclistas entregadores, que devem ter acesso a uma linha de crédito em condições facilitadas para comprar ou substituir motos. O que se sabe sobre o crédito O governo prevê um montante de R$ 4 bilhões na nova linha de crédito subsidiado Segundo técnicos a par das discussões, para receber o financiamento será preciso que esses trabalhadores prestem serviço para uma plataforma, com iFood, por exemplo, por pelo menos seis meses. Para reduzir os juros e diante do risco de inadimplência — decorrente do perfil desses trabalhadores, informais e com baixa remuneração — o governo deve usar recursos de um fundo garantidor para cobrir eventuais calotes. O Fundo de Garantia de Operações (FGO) pode ser uma alternativa, mas ainda não está decidido se haverá aportes adicionais. Também está em discussão a cobrança de um seguro. Os bancos alegam dificuldade de recuperar esse tipo de bem em caso de calote, diferentemente de carros. A exigência de estar conveniado a uma plataforma tem por objetivo permitir o desconto da parcela do empréstimo na remuneração a ser creditada na conta bancária do trabalhador. Técnicos estimam que há um público potencial entre 700 mil a 1,2 milhões de entregadores em todo o país. O valor médio da moto é de R$ 17,8 mil, bem abaixo do custo de um carro — o programa do governo chamado de Move Aplicativos financiou até R$ 150 mil. A ideia é que os recursos também possam ser usados para a compra de motos elétricas, que custam entre R$ 8 mil e R$ 9 mil e não haverá exigência do fabricante ser uma empresa nacional. A medida ainda depende de ajustes finais, mas o presidente Lula tem pressa e quer anunciar o financiamento ainda este mês, no rol de pacote de bondades no ano eleitoral.
Juros mais baixos e R$ 4 bi: veja o que se sabe sobre a linha de crédito para entregadores
Medida se soma a pacote de bondades da gestão Lula em ano eleitoral








