Em uma reviravolta abrupta, os advogados de Luigi Mangione afirmaram nessa quinta-feira (18) que retiraram o argumento que ele estava passando por "perturbação emocional extrema" no momento em que matou um executivo da United Healthcare em Nova York em 2024.

A retirada ocorreu um dia depois de o juiz do estado de Nova York que supervisiona o caso, Gregory Carro, revelar em uma audiência pré-julgamento que a equipe jurídica de Mangione havia apresentado uma moção em setembro notificando o tribunal de que estava considerando essa linha de defesa.

Em uma carta de uma única frase, os advogados de Mangione solicitaram a mudança: "A defesa respeitosamente retira a notificação do CPL [Seção] 250.10 neste momento", referindo-se a evidências psiquiátricas.Por causa da retirada, Carro colocou os documentos e a transcrição que expuseram a estratégia de defesa novamente sob sigilo.

Mangione, 28, é acusado de matar Brian Thompson, então CEO da UnitedHealthcare, na manhã de 4 de dezembro de 2024. Imagens de vigilância mostraram um homem de moletom com capuz emergir de entre carros estacionados, apontar uma pistola equipada com silenciador e atirar em Thompson enquanto ele caminhava em direção à entrada de um hotel Hilton no centro da cidade antes de um evento da empresa.