Luigi Mangione, o homem acusado de matar a tiros um executivo de plano de saúde em Manhattan, planeja argumentar em seu julgamento por homicídio que estava passando por uma crise extrema de saúde mental no momento do suposto assassinato, revelou um juiz em audiência nesta quarta-feira (17).
A estratégia apresenta obstáculos legais consideráveis, mas pode levar o júri a condenar Mangione pelo crime menos grave de homicídio culposo, que prevê penas significativamente mais leves.
Mangione, que compareceu ao tribunal vestindo terno escuro e camisa branca, é acusado de matar a tiros o CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson, em frente a um hotel no centro de Manhattan em dezembro de 2024. O assassinato audacioso foi amplamente condenado por autoridades públicas, mas se tornou símbolo da frustração dos americanos com os custos crescentes de saúde e as práticas do setor de planos de saúde.
Mangione se declarou inocente em dezembro de 2024 das acusações estaduais de homicídio, porte de armas e falsificação apresentadas pelo promotor distrital de Manhattan, Alvin Bragg. Seu julgamento está marcado para setembro, perante o juiz Gregory Carro, em Manhattan.
Segundo a lei de Nova York, réus de homicídio podem tentar convencer o júri de que suas ações podem ser explicadas por uma "perturbação emocional extrema" que reduz sua culpabilidade criminal.










