Investigações apontam que Ronaldo Henrique Souza Peixoto esteve com amigos na comunidade César Maia e grupo foi sequestrado por traficantes; corpo do garoto foi encontrado dois dias depois 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ronaldo Henrique Souza Peixoto, de 14 anos, foi torturado e esquartejado — Foto: Reprodução / Facebook RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 19/06/2026 - 10:02 Polícia Prende Suspeitos de Torturar e Esquartejar Adolescente no RJ A Polícia Civil realizou uma operação para prender suspeitos de torturar e esquartejar Ronaldo Henrique Souza Peixoto, adolescente de 14 anos. O crime ocorreu em março na comunidade César Maia, no Rio de Janeiro, dominada pelo Comando Vermelho. Ronaldo foi sequestrado com amigos por traficantes, e seu corpo foi achado dois dias depois. Investigações revelaram a comunidade como base para ações criminosas do CV. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Polícia Civil faz, nesta sexta-feira, uma operação para prender suspeitos de torturar e esquartejar o adolescente Ronaldo Henrique Souza Peixoto, de 14 anos, em março deste ano. Os alvos, de acordo com as investigações da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) são da comunidade César Maia, em Vargem Pequena, na Zona Sudoeste do Rio, e ligados ao Comando Vermelho (CV). Segundo a apuração da DHC, Ronaldo era morador de Senador Camará, na Zona Oeste da capital, e na César Maia na companhia de dois amigos adolescentes para encontrar a namorada de um deles, no dia 29 de março. Quando o grupo deixava o local, foi interceptado por bandidos armados e levado de volta para a comunidade. As investigações revelaram que os três jovens foram submetidos a uma sessão de tortura. Dois deles conseguiram escapar, mas Ronaldo permaneceu desaparecido. Dois dias depois, seu corpo foi encontrado em Guaratiba, na Zona Oeste da capital. Depois de ouvir depoimentos, fazer diligências e analisar informações de inteligência, os agentes identificaram quatro adultos como responsáveis diretos do crime, além do envolvimento de um menor. Com base nas provas reunidas, a DHC representou pela prisão do grupo e a apreensão do adolescente. Base operacional do CV Durante as as investigações sobre a morte de Ronaldo, a DHC identificou que a César Maia funciona como uma das principais bases operacionais do CV. De lá partem bandidos que invadem comunidades rivais para expandir a atuação da facção nas zonas Oeste e Sudoeste da capital. Segundo os agentes, a região vem sendo utilizada como ponto estratégico para planejamento, abrigo e fuga de criminosos envolvidos em ataques e homicídios registrados na região. Os agentes da DHC descobriram que bandidos da comunidade têm envolvimento com outros crimes ocorridos na capital. Entre eles, o assassinato do policial civil João Pedro Marquini, em março de 2025. Na ocasião, criminosos do Comando Vermelho, que retornavam de um ataque contra grupos milicianos em Santa Cruz, na Zona Oeste, tentaram roubar os automóveis do agente e de sua esposa, a juíza Tula Correa de Mello Ele foi assassinado no local e os criminosos fugiram para a César Maia, onde o carro usado no crime foi encontrado. Outro caso foi a morte do casal Igor Dante Santos e Ariane Anselmo Cortes, que estava grávida, em abril deste ano, na comunidade do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste. Dois traficantes confundiram as vítimas com milicianos e as executaram a tiros. Em outros casos de homicídios ocorridos na região de Guaratiba, área com atuação de grupo miliciano, os agentes constataram indícios de que os crimes foram praticados por traficantes que usaram a comunidade César Maia como base. Outras comunidades Além de buscar os assassinos de Ronaldo, os policiais estão ainda nas comunidades Coroado e Fontela, também em Vargem Pequena, para combater o avanço do CV.